21 de setembro de 2026

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Risco no crédito privado cresce e 95% das operações já têm proteção

Economia Garantia 21/09/2026 11:38 Assessoria de Imprensa da Audax Capital / Pressmanager

O mercado de crédito para empresas no Brasil ultrapassou R$ 7,2 trilhões, equivalente a 54,7% do PIB. Diante desse crescimento, 95% das operações possuem garantias, como duplicatas e imóveis, funcionando como uma camada de segurança para os investidores, assim como os estoques agrícolas protegem o agro contra o El Niño.

O mercado de crédito privado no Brasil adotou uma nova lógica de segurança. Assim como os estoques de grãos protegem a agricultura contra as variações climáticas do El Niño, as garantias financeiras agora protegem o capital investido em empresas. A prioridade passou a ser antecipar o risco antes que ele se torne um problema.

O Brasil entrou em um novo ciclo de financiamento empresarial com um volume recorde de R$ 7,2 trilhões em crédito ampliado, o que representa 54,7% do Produto Interno Bruto (PIB) no mês de junho. No campo, o Plano Safra 2026/27 disponibilizou R$ 525,1 bilhões para a agricultura empresarial, divididos entre custeio, comercialização e investimento. Somente no primeiro mês da nova safra, julho, foram contratados R$ 28,2 bilhões, sendo que 66,6% desse valor, ou R$ 18,8 bilhões, passaram por Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CPRs). Enquanto a oferta de dinheiro aumenta, as ferramentas de proteção também evoluem. Uma medida provisória de agosto permitiu R$ 2 bilhões extras para o Fundo Garantidor de Investimentos (FGI) e R$ 750 milhões para o Fundo de Garantia de Crédito (FGO). Com tamanha expansão, a questão central é estruturar a proteção desse capital.

  • O crédito empresarial total no Brasil chegou a R$ 7,2 trilhões, equivalente a mais da metade do PIB.
  • 95% das operações na Audax Capital possuem garantias, principalmente duplicatas e imóveis.
  • A nova safra agrícola liberou R$ 525,1 bilhões, com forte uso de mecanismos de securitização.
  • Os estoques agrícolas funcionam como uma reserva que ameniza os impactos do fenômeno El Niño.
  • A expectativa de crescimento no setor financeiro exige planejamento de segurança antes da concessão do crédito.

Segurança como base da operação empresarial

A Audax Capital, uma das principais casas de crédito do centro-oeste, já movimentou mais de R$ 10 bilhões em 11 anos de história. A empresa registrou alta de 115% em 2025 e projeta operar R$ 3,1 bilhões em 2026, o que representa um avanço de 105%. Atualmente, 95% de todas as operações da Audax contam com algum tipo de garantia, onde as duplicatas são o ativo principal, seguidas pelos imóveis.

Para Pedro Da Matta, CEO da Audax Capital, a maturidade do mercado exige que as empresas e os financiadores olhem além da capacidade de pagamento imediato. Quando uma empresa organiza seus recebíveis, contratos e ativos antes de buscar capital, ela consegue construir uma operação mais completa. A garantia deixa de aparecer apenas no fim da análise e passa a fazer parte da própria arquitetura do crédito, afirma o executivo.

A lição do campo para o mundo financeiro

O agronegócio ilustra bem essa lógica. O novo El Niño encontra um mercado global com estoques alimentares elevados e maior produtividade, especialmente com a participação do Brasil. Esses estoques não evitam o clima, mas criam uma reserva que amortece oscilações de produção e abastecimento. No crédito privado, o princípio é similar: recebíveis, contratos, imóveis, estoques e equipamentos podem ser ligados à operação para garantir a recuperação do dinheiro investido, caso as expectativas não se realizem.

Essa comparação é importante porque a proteção não pode ser construída apenas quando o problema surge. Ela precisa existir antes. Essa mudança de mentalidade aumenta o valor financeiro de ativos que muitas empresas viam apenas como ferramentas operacionais.

Um fluxo constante de recebíveis ou um contrato de longa duração pode integrar a estrutura de uma captação de recursos, diminuindo a dependência futura. Na Audax, duplicatas e imóveis representam 95% das garantias utilizadas. Isso mostra como o mercado está transformando ativos existentes em instrumentos de segurança financeira.

O que os estoques agrícolas mostram diante do El Niño é um princípio que também vale para o crédito: capacidade de absorção precisa ser construída antes de ser necessária. A garantia não elimina o risco, mas cria uma segunda camada de proteção para uma operação que não pode depender apenas de um cenário perfeito, conclui Pedro Da Matta.