Apesar do aumento do valor mínimo para R$ 691, o critério de entrada continua sendo renda per capita de até R$ 218. O benefício será pago a partir de outubro.
O reajuste do Bolsa Família, anunciado na manhã desta quinta-feira pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva de 15,04% no valor do auxílio a partir de outubro não abrange o critério de entrada no programa, segundo técnicos do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS).
O governo aumentou o piso do programa de R$ 600 para R$ 691 a menos de três meses das eleições presidenciais.
- O valor do benefício sobe quase 15%, passando de R$ 600 para R$ 691.
- A entrada no programa continua dependendo de um limite de renda por pessoa da família.
- Somente o valor do benefício aumentou; a regra para entrar permaneceu igual.
- A alteração foi anunciada pouco antes das eleições presidenciais de 2026.
- O primeiro pagamento com o valor novo ocorre em 19 de outubro.
Famílias com renda per capita de até R$ 218 mensais têm direito ao Bolsa Família. O cálculo da renda per capita é feito pela soma da renda total da família dividida pelo número de integrantes. Esse valor não muda.
Como funciona a regra de acesso ao benefício
Para receber o Bolsa Família é preciso estar inscrito no Cadastro Único (CadÚnico) com renda mensal por pessoa da família de até R$ 218. Ou seja, esse valor é o resultado de uma conta que considera quanto a família ganha por mês dividido pelo número de integrantes daquela família.
Além disso, a entrada no Bolsa Família não é automática, depende do limite orçamentário do Programa, ou seja, se há dinheiro disponível para a entrada de novas famílias.
Também é preciso cumprir requisitos em educação e saúde, como filhos em idade escolar matriculados e comprovante de vacinação em dia.

Bolsa Família: reajuste anunciado é de 15% Foto: Lyon Santos/MDS


