17 de setembro de 2026

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Consumidor brasileiro muda hábitos para economizar e aposta em outlets

Economia 17/09/2026 08:48 Elaine Mafra / Rotas Comunicação

Estudo da McKinsey mostra que 90% dos brasileiros estão mudando seus hábitos de compra para gastar menos. A mudança abre espaço para saquinhos e outlets, como o novo Dona Lola, de R$ 30 milhões, em construction em Santa Catarina.

Nove em cada dez brasileiros adotaram alguma estratégia para gastar menos nas compras no varejo, segundo levantamento ConsumerWise, da McKinsey. Entre as mudanças de comportamento, 58% afirmaram ter trocado de varejista em busca de preços menores ou descontos, 44% reduziram quantidades ou tamanhos das embalagens e 32% adiaram compras.

A substituição da marca habitual por outra mais barata ou marca própria foi citada por 30%. Isso indica que a busca por economia passa mais pela escolha de onde comprar do que necessariamente pelo abandono das marcas de preferência.

  • Nove em cada dez brasileiros mudaram hábitos para economizar dinheiro.
  • 58% trocaram de loja para achar preços mais baixos ou descontos.
  • Mercado de shoppings faturou R$ 200,9 bilhões em 2025, batendo recorde.
  • Novo outlet de R$ 30 milhões está sendo construído em Ilhota, SC.
  • Projeto prevê 130 lojas e a geração de mais de 400 empregos diretos.

Mudança de hábitos e consumo seletivo

A cautela não elimina o consumo seletivo. Entre os entrevistados dispostos a gastar mais em determinadas categorias, o vestuário aparece na liderança, citado por 43%. Beleza e cuidados pessoais vêm em seguida, com 34%, e calçados, com 33%.

Esse comportamento também abre espaço para formatos como os outlets, que combinam marcas conhecidas, preços reduzidos e compra presencial. O movimento ocorre em um momento de expansão do varejo no país.

Expansão do mercado de shoppings

Segundo o Censo Brasileiro de Shopping Centers 2025/2026, da Abrasce, o setor alcançou faturamento recorde de R$ 200,9 bilhões no ano passado. O setor reúne 658 empreendimentos e 18,3 milhões de metros quadrados de Área Bruta Locável, com taxa média de ocupação de 95,4%.

Para 2026, estão previstas 11 inaugurações de novos centros comerciais no Brasil, indicando uma continuação do crescimento do setor mesmo com o consumidor mais consciente.

Nova opção de lazer e comércio em Ilhota

Em Santa Catarina, essa mudança no comportamento de compra coincide com novos investimentos no varejo. Em Ilhota, município do Vale do Itajaí e um dos maiores polos de moda do Brasil, está em construção o Dona Lola Outlet.

Com investimento de R$ 30 milhões, o projeto da PROCAVE terá quase 10 mil metros quadrados de área construída. Serão 130 operações entre varejo, serviços e alimentação, além de cerca de 300 vagas de estacionamento.

Formato boulevard e geração de empregos

A proposta é reunir lojas de fábrica e marcas de diferentes segmentos em um centro comercial aberto, no formato boulevard. O empresário Clóvis de Albuquerque Filho, Diretor Comercial da PROCAVE, comenta a tendência de mercado.

O consumidor está mais atento ao preço e disposto a pesquisar antes de decidir onde comprar. Mas isso não significa que deixou de valorizar marcas, qualidade ou experiência. O avanço dos outlets acompanha justamente essa mudança, oferecendo uma alternativa para quem procura produtos de marcas conhecidas com condições diferentes do varejo tradicional.

O formato evoluiu e passou a incorporar gastronomia, serviços e espaços de convivência, além das lojas, criando um ambiente mais acolhedor para os frequentadores.

Estratégia de localização e infraestrutura

O Dona Lola Outlet está sendo construído às margens da Rodovia Jorge Lacerda, corredor que conecta Ilhota a importantes cidades como Blumenau, Gaspar, Brusque, Itajaí, Navegantes e Balneário Camboriú.

O empreendimento ficará em uma região com mais de 900 mil habitantes em um raio de até 30 quilômetros. Ainda há uma população flutuante superior a 2 milhões de pessoas durante a alta temporada do turismo no litoral catarinense.

Além das operações comerciais, o projeto terá uma ala corporativa com 56 salas. A expectativa é que, após o início da operação, sejam gerados mais de 400 empregos diretos e indiretos, impactando positivamente a economia local.