Número de mulheres investindo em criptomoedas subiu 164% no Brasil, marcando uma mudança na forma de investir e proteger patrimônio
Um novo perfil investidor no Brasil
A presença das mulheres no mercado de criptomoedas está em alta tanto no Brasil quanto no resto do mundo.
No Brasil, os dados da Receita Federal, divulgados em 2026 sobre o ano de 2025, mostram que as mulheres representaram 29,96% de todas as negociações feitas por pessoas físicas.
Além disso, estudos globais indicam que cerca de 562 milhões de pessoas têm criptomoedas, e quase 40% delas são mulheres.
Isso mostra que o perfil de quem investe está mudando e ficando mais diverso.
- As mulheres já são quase 30% dos investidores de cripto no Brasil em 2025.
- Globalmente, 39% de quem possui criptomoedas são mulheres.
- Houve um aumento de 164% na participação feminina no Brasil desde 2019.
- Mulheres tendem a investir de forma mais cuidadosa e de longo prazo.
- A educação financeira tem ajudado a quebrar barreiras nesse mercado.
Crescimento global e o papel da educação
No mundo todo, estima-se que 562 milhões de pessoas tenham criptomoedas, o que equivale a 6,8% da população mundial.
Desse total, 39% são mulheres, um número bem maior do que em anos anteriores.
Outros dados mostram que a presença feminina em plataformas de cripto subiu de 12% em 2022 para 19% em 2025.
Esse salto é um dos motivos principais para que a adoção de moedas digitais cresça em vários países.
No Brasil, o avanço também é grande.
Em 2019, as mulheres eram apenas 11,34% dos investidores.
Em 2025, esse número subiu para 29,96%, um aumento de 164% em seis anos.
A educação é a chave desse processo.
"O crescimento da participação feminina mostra que o mercado está mais acessível e diferente.
A informação ajuda as mulheres a entenderem os riscos e as chances de lucro.
Elas estão usando esses investimentos para construir riqueza a longo prazo", diz Cleverson Pereira, líder educacional da AVO.
Esse avanço mostra que o mercado de criptos está se abrindo para um público mais amplo e consciente.
Estilo de investimento mais seguro
Apesar do aumento no número de mulheres, o valor total que elas movem no mercado é menor do que o dos homens.
Elas responderam por 12,88% do dinheiro negociado em 2025.
Isso significa que, em média, elas fazem operações de valor menor.
Os especialistas explicam que isso não é falta de interesse.
É uma estratégia diferente.
"O menor volume não significa que a participação é menor.
Mulheres tendem a um perfil mais cauteloso.
Elas estudam o ativo, diversificam a carteira e constroem patrimônio aos poucos.
Esse comportamento é comum em outros tipos de investimentos", explica o especialista.
Essa forma de investir mais segura é muito bem vista por analistas.
Estudos de grandes corretoras como Gemini, BTC Markets e Bitpanda mostram que mulheres investem no longo prazo.
Elas compram e vendem menos vezes.
Priorizam uma gestão de risco mais conservadora.
Elas também procuram mais educação antes de fazer o primeiro investimento.
Suam maior parte de suas apostas é em moedas fortes, como Bitcoin e Ethereum, evitando jogos arriscados de curto prazo.
Isso reflete um perfil de investidor sólido e responsável.
Novas oportunidades na economia digital
Larissa Bandoni entrou no mundo das criptomoedas em 2021.
Mas foi em 2024 que ela começou a estudá-lo a fundo.
Ela trabalha em uma corretora de seguros e também atua no setor de criptoativos.
O crescimento do mercado a, mas foi a chance de diversificar seu patrimônio de forma independente que a fez se especializar.
"O que me chamou a atenção foi que as criptomoedas podem fazer parte de uma carteira mais segura e menos dependente dos bancos tradicionais.
Vejo esse mercado como uma forma de proteger meu patrimônio e estar perto de uma tecnologia que tem muito futuro", afirma Larissa.
Sua história é um exemplo de como as mulheres estão entrando nesse campo.
Larissa é autodidata.
Ela aprendeu com vídeos, livros e experimentando na prática.
Depois, buscou certificados profissionais (CCA e ANCORD) e fez um MBA em Economia pela USP.
Sua maior dificuldade foi encontrar materiais bons e confiáveis no Brasil.
Além disso, ter que lidar com um mercado dominado por homens não foi fácil.
Porém, sua postura e dedicação a ajudaram a se firmar.
Agora, ela traduz conceitos difíceis para quem não conhece o assunto, usando exemplos do dia a dia.
Ela também explica as possibilidades e os riscos do mercado.
"Para outras mulheres, minha dica é: busquem conhecimento antes de investir.
Não tenham medo de estar num mercado cheio de homens.
É preciso estudar, testar com responsabilidade e entender os riscos.
Ainda que as regras no Brasil sejam incertas, vou continuar investindo porque acredito na tecnologia e no valor a longo prazo", diz Larissa, que é especialista em criptoativos.
Sua história mostra que a determinação é a chave para vencer barreiras.
Desafios e o futuro do setor
Embora o mercado de blockchain ainda seja majoritariamente masculino, as barreiras estão diminuindo.
Os principais desafios incluem a linguagem técnica, a falta de mulheres na liderança e o medo de investimentos de risco.
Por outro lado, novas tecnologias como a tokenização de ativos, a inteligência artificial e a Web3 estão abrindo portas.
As mulheres estão deixando de ser apenas investidoras.
Elas estão se tornando desenvolvedoras de tecnologia, especialistas em regras do mercado, analistas e empreendedoras.
Elas criam comunidades focadas em educação financeira.
Isso mostra um ecossistema cada vez mais rico e plural.
Anaistas do setor acreditam que o número de mulheres no mercado vai continuar subindo.
Isso acontece por causa da regulamentação dos ativos, da maior educação financeira e da entrada de grandes empresas.
Também há o fortalecimento de grupos que apóiam a inclusão feminina.
Para Cleverson Pereira, essa é uma mudança estrutural.
"À medida que o setor amadurece e as regras ficam claras, a confiança aumenta.
A tendência é que vejam cada vez mais mulheres não só investindo, mas ocupando cargos estratégicos no mercado de ativos digitais", conclui o especialista.
O futuro do setor parece cada vez mais inclusivo.
Indicadores e conclusão
Os dados principais que mostram essa transformação são:
- 562 milhões de pessoas no mundo possuem criptomoedas.
- Mulheres são 39% dos donos de criptoativos no mundo.
- No Brasil, a participação feminina chegou a 29,96% em 2025.
- Esse número era de 11,34% em 2019, um salto de 164%.
- Mulheres movimentaram 12,88% do valor total no Brasil.
- Em plataformas globais, a presença delas saltou de 12% para 19% entre 2022 e 2025.
Esses números mostram que as mulheres estão se tornando protagonistas no mercado de criptomoedas.
Com mais educação e estratégia, elas estão moldando o futuro do dinheiro digital.
Um novo capítulo está sendo escrito na economia digital.

Mulheres ampliam participação no mercado de criptomoedas



