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Brasil e EUA vão se reencontrar no G20 para negociar novas tarifas comerciais

Economia Comercio 15/09/2026 18:02 Redação Bahia Notícias bahianoticias.com.br

Ministro Márcio Elias Rosa confirma que delegações dos dois países se reunirão em Milwaukee, nos Estados Unidos, durante a cúpula do G20 para retomar discussões sobre as sobretaxas impostas por Washington a produtos brasileiros, incluindo aço, calçados e medicamentos.

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Márcio Elias Rosa, anunciou nesta segunda-feira (14) que representantes do governo brasileiro terão um encontro com Jamieson Greer, o representante comercial dos Estados Unidos (conhecido pela sigla USTR).

A reunião ocorrerá durante a cúpula do grupo G20, que será realizada entre os dias 30 de setembro e 1º de outubro na cidade de Milwaukee, nos Estados Unidos.

Este novo encontro marca a retomada de uma conversa que vinha sendo encaminhada virtualmente, com o objetivo de resolver as divergências comerciais entre as duas nações.

Detalhes da Reunião em Milwaukee

O ministro falou brevemente com a imprensa após participar de um evento no Palácio do Planalto.

Ele evitou antecipar os pontos que serão debatidos na mesa de negociação.

Rosa afirmou apenas que as equipes técnica e política dos dois países estão trocando documentos oficiais e ajustando os detalhes para que a reunião seja produtiva.

A intenção é encontrar saídas para o impasse que trava a economia de vários setores do Brasil.

O Contexto do Tarifaço

A tensão comercial começou de forma mais intensa em julho, quando o USTR impôs uma sobretaxa de 25% sobre diversos itens exportados pelo Brasil.

Entre os produtos atingidos estão ferro, aço, roupas, calçados, açúcar, etanol e medicamentos.

Também sofreram com a taxação maquinário agrícola e máquinas elétricas que não são usadas em aviões.

Diversas outras mercadorias manufaturas também foram incluídas na lista de penalizações.

Motivos da Disputa Comercial

O governo estadunidense justificou essa ação alegando que práticas brasileiras prejudicavam agricultores e trabalhadores dos EUA.

Greer argumentou que essas medidas restringiam o livre comércio e oneravam os empresários norte-americanos.

Como uma segunda etapa de pressão, foi aplicada uma sobretaxa adicional de 12,5% sobre outras exportações nacionais.

A justificativa deste novo bloqueio foi a alegação de que o Brasil não tem mecanismos suficientes para barrar a entrada de produtos feitos com trabalho forçado.

Diplomacia e Renegociação

Diante desse cenário, o Brasil buscou um caminho diplomático para resolver o problema sem escalar a crise.

Em 31 de agosto, o ministro Rosa e Greer já haviam se encontrado por videoconferência.

Esse contato virtual serviu para iniciar uma nova etapa de renegociação das condições de comércio.

A decisão de retomar as conversas formais ocorreu após um telefonema entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump.

Diálogo entre Líderes Nacionais

Esse telefonema aconteceu em 21 de agosto e teve uma duração de aproximadamente uma hora e vinte minutos.

Segundo informações do Palácio do Planalto, a conversa entre os chefes de Estado foi cordial e produtiva.

Os dois líderes concordaram em abrir um novo canal de diálogo direto entre Brasília e Washington.

Esse fluxo de comunicação visa reduzir os impactos da disputa comercial provocada pelas tarifas impostas pelo governo dos Estados Unidos.

  • O encontro presencial entre os negociadores dos dois países acontecerá durante a cúpula do G20 em Milwaukee.
  • Os produtos brasileiros mais afetados incluem aço, ferro, calçados, açúcar, etanol e medicamentos.
  • A sobretaxa inicial imposta pelos Estados Unidos é de 25% sobre uma lista de itens exportados pelo Brasil.
  • Uma segunda taxa de 12,5% foi aplicada baseada na questão do trabalho forçado.
  • A retomada das negociações foi acordada após uma ligação direta entre os presidentes Lula e Trump.