Associações do setor produtivo, como Fiesp, CNC e CNI, lançaram um documento exijindo que o Supremo Tribunal Federal investigue a crise que envolve alguns membros da corte, com transparência e pressa.
Grupos que representam as empresas do Brasil divulgaram, nesta quarta-feira (09/09), um documento em que cobram que o Supremo Tribunal Federal (STF) analise, de forma pública e rápida, os fatos que envolvem a situação crítica de uma das maiores cortes de justiça do país.
Os líderes do setor produtivo consideram que o problema é muito sério e se concentra justamente no STF. Segundo eles, não se trata de algo temporário ou de pouca importância.
O que diz o documento
- O texto foi lançado nesta quarta-feira (09/09).
- É assinado por organizações como CACB, CNC, CNI, Fiesp, Facesp, Faesp e Fecomercio-SP.
- Contam com o apoio de mais de 1,5 mil entidades ligadas ao setor produtivo.
- Diz que a justiça só existe quando os juízes agem com honestidade.
- Exige que o STF abraja um processo transparente sem atalhos.
Quem firmou o manifesto
A nota foi firmada pela Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), Confederação Nacional do Comércio (CNC), Confederação Nacional das Indústrias (CNI), Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), Federação das Associações Comerciais e Empresariais de São Paulo (Facesp), Federação da Agricultura de São Paulo (Faesp) e Federação do Comércio de São Paulo (Fecomercio-SP), e por mais de 1,5 mil outras entidades que representam o comércio e a produção no Brasil.
Para esses grupos, o poder de um tribunal não vem só da ropa ou do cargo que as pessoas ocupam. Segundo o manifesto, o verdadeiro peso dessa instituição vem da honestidade, da transparência e do bom exemplo que esses juízes mostram. Quando essas qualidades são questionadas, o país passa a ter dúvidas sobre a segurança das regras e sobre a confiança nas instituições.
A reclamação surge depois de conversas deixadas para fora, que ligam alguns ministros do STF ao banqueiro Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master.
O manifesto lembra que o STF é quem protege a Constituição do país, mas que essa corte também precisa aceitar que seja julgada do mesmo jeito que todos. As entidades afirmam que o Brasil merece uma resposta pública e rápida da corte, sem adiar as respostas nem usar argumentos que escondam a verdade.
Elas defendem que o país já venceu crises difíceis no passado e ficou ainda mais forte, porque, de cada vez, houve quem não fosse se calar diante do que precisava ser resolvido.
Declarções de líderes do setor
Alfredo Cotait Neto, presidente da CACB e da Facesp, disse que está surpreso e indignado com a situação atual do país. Segundo ele, a sociedade espera respostas do STF para que essa corte cumpra seu trabalho e abra espaço para discussões transparentes.
Ele ainda acrescentou que vivemos uma crise moral muito séria e que é preciso voltar à normalidade para que a população volte a confiar nos quem governam. Segundo ele, essa confiança é essencial para não prejudicar ainda mais os investimentos já fragilizados por uma taxa de juros muito alta.
Rapidesinhas sobre o tema
- Empresários do Brasil exigem transparência do STF.
- Crise ganhou força por vazamentos sobre ministros.
- Documento reúne mais de 1,5 mil entidades.
- Reclamação conecta o comércio, a indústria e a agricultura.
- Defendem que a crise pode assustar investidores.

Manifesto das entidades empresariais


