09 de setembro de 2026

??ºC Tempo São Paulo - SP São Paulo - SP
??ºC Tempo Rio de Janeiro - RJ Rio de Janeiro - RJ
??ºC Tempo Salvador - BA Salvador - BA

Líder que olha passado, presente e futuro garante sucesso da empresa

Economia Liderança 09/09/2026 11:53 Thiago Gaudancio - Informa Midia

Este artigo explica como a ambidestria, a habilidade de equilibrar operações diárias e inovação para o futuro, é essencial para que as empresas não fiquem para trás. Entenda por que repetir modelos do passado não serve mais e como os líderes precisam aprender a mudar antes que a crise obrigue o feito.

Como uma empresa pode ser excelente hoje sem virar irrelevante amanhã Essa é, talvez, uma das perguntas mais difíceis para os líderes atuais. Inovar exige espaço para experimentar erros e acertos. Operar o negócio exige disciplina, foco e previsibilidade. Consegir conciliar essas duas visões é o que torna a ambidestria uma competência estratégica para a sobrevivência e a longevidade das organizações. Por isso, isso não pode ficar de fora do perfil de quem assume essa responsabilidade.

Em termos simples, a ambidestria é a capacidade do líder de olhar para o presente, o futuro, sem esquecer o passado. No curto prazo, ela significa garantir a execução e acompanhar resultados para que a empresa atinja seus objetivos mensais, semestrais ou anuais. Ao mesmo tempo, o líder deve olhar para o futuro, identificando novas oportunidades, antecipando mudanças e criando condições para que a empresa se reinvente ante novos ciclos de mercado.

Por que a longo prazo importa para a sobrevivência

Isso é vital porque notamos, cada vez mais, dificuldades das organizações permanecerem relevantes diante de um cenário de mudanças tecnológicas, novos modelos de negócio e alterações no comportamento dos consumidores. Um levantamento da Innosight comprova essa tendência: o tempo médio de permanência de uma empresa no índice S&P 500, que era de cerca de 30 anos nas décadas de 1970 e 1980, caiu para menos de 20 anos nas projeções recentes. Em março deste ano, uma análise da Apollo estimou essa permanência média em apenas 15 anos.

A pandemia reforçou essa percepção de forma clara. Ela ensinou que o próximo grande desafio não terá necessariamente a mesma natureza do anterior. Repetir uma receita que funcionou no passado não é garantia de sucesso. Empresas presas a modelos e certezas conhecidas tiveram mais dificuldade para responder às mudanças abruptas daquele período.

Ambidestria e o exemplo do esporte e do varejo

Em contrapartida, aquelas com maior abertura para rever estratégias, testar novas alternativas e se adaptar rapidamente atravessaram melhor a turbulência, encontrando até novas oportunidades de crescimento. A lição é simples: não basta fazer bem o que trouxe a empresa até aqui; é preciso estar pronto para mudar antes que o próximo ciclo obrigue essa mudança de forma forçada.

Esse olhar para o futuro significa questionar se existe algo completamente diferente a ser feito, saindo da lógica incremental. É como pensar em um time de futebol: um esquema tático pode funcionar, mas a equipe deve jogar sempre da mesma forma Rearranjar peças ou mudar a estratégia pode fazer a diferença. Nas empresas, a eficiência mantém o jogo, mas a inovação pode mudar o resultado.

  • Ambidestria é a habilidade de equilibrar operações atuais e inovação para o futuro.
  • A permanência média das grandes empresas nos EUA caiu para cerca de 15 anos.
  • A pandemia provou que repetir antigos modelos não garante sucesso futuro.
  • Líderes precisam de times engajados para ter autonomia para inovar.
  • O mercado de varejo mostra que não existe receita única para o sucesso.

O varejo é outro bom exemplo, convivendo com gigantes digitais escaláveis, empresas físicas que se mantiveram relevantes e organizações que combinam os dois mundos. Não existe uma única receita para o sucesso. É aí que a ambidestria é importante, pois o líder precisa ver o que o mercado já faz e identificar pontos cegos que escondem oportunidades para quem sair da caixa e questionar padrões.

A importância de equilibrar a agenda e construir times

Dividir e equilibrar essa agenda não é simples, mas é possível com um bom time. Um líder ambidestro não precisa estar em todas as decisões operacionais. Ele precisa de uma equipe engajada, preparada e alinhada à mesma visão. Quando compartilham essa direção e têm autonomia, o líder deixa de ser o único responsável pela operação e ganha espaço para antecipar movimentos, questionar certezas e identificar novas oportunidades.

No fim, a ambidestria profissional é equilibrar presente e futuro sem perder os aprendizados do passado. É conciliar resultados imediatos com decisões de retorno distante. As maiores oportunidades surgem nos momentos de incerteza. A meta é não esperar a crise para mudar, mas construir, antes dela, uma organização capaz de enxergar a mudança como uma chance de crescimento.