Enquanto o Brasil atrai bilhões em capital estrangeiro e bate recordes de crédito e investimentos imobiliários, menos de 1 em 10 corretores está habilitado para realizar avaliações técnicas de imóveis. Esse cenário de escassez de avaliadores preocupa o setor e favorece o crescimento de ferramentas tecnológicas que ajudam a agilizar e padronizar os laudos de valorização de ativos, gerando uma oportunidade de renda extra para os poucos profissionais qualificados.
Enquanto o país atrai bilhões em capital estrangeiro e batendo recordes de crédito e investimentos imobiliários, uma lacuna crítica surge no mercado: menos de 1 a cada 10 corretores está habilitado para avaliar ativos.
Essa falta de governança e profissionais qualificados está acelerando o uso de ferramentas tecnológicas para dar escala aos laudos mercadológicos. A situação também traz uma oportunidade clara de renda extra mensal para os profissionais do setor que desejam se qualificar.
- Menos de 1 em cada 10 corretores no Brasil está habilitado para fazer avaliações técnicas de imóveis.
- O país atraiu US$ 77,6 bilhões em investimento direto, e o crédito imobiliário deve chegar a R$ 411 bilhões em 2026.
- A demanda por avaliadores cresce em bancos, fundos de investimento e processos judiciais.
- Ferramentas de tecnologia, como a Valor 360, estão sendo usadas para agilizar a produção de laudos.
- O mercado oferece uma boa remuneração para quem se torna avaliador, ajudando a proteger a renda contra a instabilidade de comissões de vendas.
Setembro, 2026 - O Brasil chega ao segundo semestre de 2026 com um cenário de maior circulação de capital e expansão dos investimentos em ativos reais, categoria que inclui imóveis e outros bens físicos. O país atraiu US$ 77,6 bilhões em Investimento Direto (IDP) ao longo do último ano. Esse valor representa 40% de todo o investimento estrangeiro na região, segundo a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal).
Embora esse volume englobe diferentes setores da economia, ativos reais capturam uma fatia estratégica. Além disso, a projeção para o crédito imobiliário em 2026 foi elevada pela Abecip para R$ 411 bilhões. A base de cotistas de Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs) na B3 superou, pela primeira vez, a marca de 3 milhões de investidores.
A lacuna de profissionais qualificados em meio ao crescimento
À medida que cresce o volume de recursos aplicado, financiado ou administrado em operações ligadas a imóveis, aumenta também a necessidade de avaliações capazes de determinar, com critérios técnicos, o valor de mercado de ativos residenciais, rurais, industriais e corporativos.
No entanto, dos mais de 730 mil corretores de imóveis ativos no país, pouco mais de 46 mil estão inscritos no Cadastro Nacional de Avaliadores Imobiliários (CNAI), segundo levantamento do Sistema Cofeci-Creci. Na prática, menos de um a cada dez corretores no país está tecnicamente capacitado para realizar avaliações mercadológicas.
Responsabilidade civil e a necessidade de laudos precisos
De acordo com Alexandre Davi Rocha Fernandes, sócio-fundador da Valor 360, ferramenta voltada para avaliadores de imóveis, para que fundos, pessoas e instituições financeiras concretizem transações no país, a exigência de uma avaliação técnica é fundamental.
Cada operação demanda laudos precisos, com responsabilidade civil e metodologias rastreáveis, explica o executivo. A demanda por esse tipo de trabalho aparece em diferentes frentes do mercado. Bancos precisam avaliar imóveis utilizados em operações de financiamento e garantia, gestoras acompanham o valor de ativos que integram seus portfólios e processos judiciais também podem exigir pareceres técnicos para definir o valor de propriedades.
Para a minoria que domina a avaliação de imóveis, o cenário é de alta rentabilidade e demanda contínua. Há diversas situações que demandam o Parecer Técnico de Avaliação Mercadológica (PTAM) e a tabela de honorários do Conselho Federal orienta um piso considerável por laudo.
Isso também gera aos corretores de imóveis que desejarem se tornar avaliadores uma oportunidade de garantir fluxo de caixa autônomo e proteger a renda contra a volatilidade típica da intermediação de vendas
A elaboração de um PTAM que cumpra as diretrizes das normas ABNT NBR 14653-1 e NBR 14653-2 é um processo denso. Ele exige o levantamento rigoroso de amostras comparáveis, georreferenciamento, homogeneização de variáveis e tratamento estatístico.
Essas etapas operacionais limitam a escalabilidade do profissional quando executadas de forma analógica. É para destravar esse limite operacional que o setor tem recorrido à automação.
Tecnologia e o futuro da avaliação imobiliária
Plataformas como a Valor 360 se tornaram infraestruturas práticas e ágeis para o avaliador. Ao incluir as etapas que envolvem a inteligência do corretor avaliador, a tecnologia absorve os dados e gera os documentos necessários rapidamente.
Isso permite que o corretor dedique seu tempo àquilo que o algoritmo não domina: a sensibilidade e experiência prática da microeconomia da sua região e a interpretação da conjuntura urbana.
A Valor 360 é uma ferramenta voltada à avaliação de imóveis, desenvolvida para apoiar corretores e avaliadores na elaboração do Parecer Técnico de Avaliação Mercadológica (PTAM). Reúne, em um único ambiente, recursos para organização das informações do imóvel, pesquisa e registro de dados comparativos, mapas, imagens e estruturação do parecer, seguindo as diretrizes das normas ABNT NBR 14653-1 e NBR 14653-2.
A análise, a escolha da metodologia e a definição do valor permanecem sob responsabilidade do profissional avaliador. A ferramenta atende tanto quem já atua de forma recorrente na área quanto corretores que estão iniciando nessa frente de trabalho, com o objetivo de tornar esses processos mais organizados e acessíveis.

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