Pesquisa da Confederação Nacional de Serviços revela que os setores de serviços e construção civil impulsionam o mercado de trabalho em 2026, com milhares de novas vagas em energia, transportes e informações, além de variações regionais no faturamento.
O setor de serviços, em conjunto com a construção civil, está liderando o crescimento da economia brasileira e a expansão do emprego em 2026. Isso foi confirmado pela Pesquisa Mensal de Atividades em Serviços, divulgada recentemente pela Confederação Nacional de Serviços (CNS) para suas entidades filiadas.
Os dados mostram que o mercado de trabalho segue aquecido, especialmente nas áreas que sustentam a atividade econômica do país, com destaque para serviços privados não financeiros.
- Serviços às empresas abriram 246 mil vagas, enquanto serviços às famílias geraram 103 mil postos de trabalho no acumulado de 2026.
- O setor de energia, gás e saneamento teve um salto de 7,2% no número de vagas comparado a igual período de 2025.
- O faturamento do setor de serviços subiu 7,6% no acumulado do ano até junho, com alta real de 5,3%.
- Estados do Norte como Amazonas, Tocantins e Pará apresentaram queda no volume de vendas, enquanto Roraima cresceu 6,9%.
- A pesquisa é baseada em dados do Ministério do Trabalho e do INSS, cobrindo todo o território nacional e todos os trabalhadores com carteira assinada.
Amplo Crescimento nos Serviços Privados Não Financeiros
Conforme a assessoria econômica da CNS, entre os segmentos dos serviços privados não financeiros, os prestados às empresas foram os principais responsáveis pela abertura de novos postos de trabalho no acumulado de 2026, totalizando 246 mil vagas. Já os serviços voltados para as famílias registraram a criação de 103 mil novas oportunidades de emprego.
Outros setores também apresentaram desempenho relevante. O segmento de energia, gás e saneamento obteve um crescimento expressivo de 7,2% no número de vagas no acumulado do ano, na comparação com 2025. Além disso, os serviços de transportes também se expandiram, somando 91 mil novos postos no mesmo período.
Os serviços de informação também registraram avanço, com a abertura de 19,3 mil novos empregos nos mesmos prazos. Considerando a soma de todos os serviços privados não financeiros, este grupo respondeu por 52,5% do total de empregos abertos no país no acumulado de 2026.
Desempenho do Faturamento em 2026
A pesquisa indica que o faturamento do setor de serviços registrou um crescimento de 7,6% no acumulado do ano de 2026 até junho, em comparação com o mesmo período de 2025. Ao considerar a variação real, corrigida pela inflação, houve um aumento de 5,3%. O segmento de serviços prestados às famílias destacou-se, com um aumento acumulado de 8,7% em termos reais.
Variações Regionais no Volume de Vendas
No cenário geográfico, três estados da região Norte apresentaram queda no volume de vendas no acumulado do ano. O Amazonas recuou 5,8%, o Tocantins caiu 5,6% e o Pará teve uma leve queda de 1,2%. Em contrapartida, Roraima apresentou um crescimento positivo de 6,9% no mesmo período.
A região Nordeste também teve um bom desempenho geral, com quedas em apenas três estados. Os destaques positivos ficaram por conta de Alagoas, que cresceu 10,0%, e Sergipe, com alta de 3,5%. Na região Sudeste, o padrão foi diferente: apenas o estado de São Paulo apresentou faturamento real positivo, com crescimento de 4,0% até junho de 2026. Minas Gerais, por sua vez, registrou uma queda de 0,9%.
Detalhamento da Pesquisa e Fontes de Dados
O Distrito Federal e Mato Grosso também se destacaram no restante do país, com crescimentos no faturamento real de 9,1% e 4,0%, respectivamente. A Pesquisa de Emprego em Serviços é desenvolvida pela CNS utilizando dados do sistema RAIS-CAGED, do Ministério do Trabalho e Emprego, além de informações do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Com periodicidade mensal, as informações cobrem o período desde dezembro de 2006 até os dados mais recentes disponíveis. O levantamento inclui todos os trabalhadores que possuíam vínculo ativo com as empresas no período de referência. São coletadas informações sobre o estoque de trabalhadores, admissões, demissões e salário médio em todos os tipos de estabelecimentos.
A pesquisa possui cobertura nacional, identificando os empregados pelo local do estabelecimento, com dados dispostos por unidade da Federação. As informações são apresentadas por setor de atividade econômica, com detalhamento para os segmentos de serviços. O trabalho é produzido pela equipe da assessoria econômica da CNS, composta por Ana Lelia Magnabosco, Carlos Eduardo S. Oliveira Jr. e Fernando Garcia, e a confederação é presidida por Luigi Nese.

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