01 de setembro de 2026

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Assinaturas digitais no Brasil: quem paga, quanto gasta e o que espera

Economia Assinaturas 01/09/2026 16:23 Edelman (assessoria de imprensa da LWSA)

Estudo da Vindi mostra que mais da metade dos brasileiros pretende aumentar seus gastos com assinaturas nos próximos anos, mesmo com economia difícil. Streaming de vídeo lidera, mas IA, nuvem, alimentação e serviços de pet crescem.

Em um momento de economia instável, os brasileiros continuam se acostumando a pagar mensalidade para acessar serviços digitais. Um levantamento recente da Vindi, plataforma de pagamentos do grupo LWSA, revela que grande parte da população ja consome esse tipo de serviço e planeja gastar ainda mais nos proximos anos.

A pesquisa mostra que as assinatura saem do entretenimento e passam a fazer parte da rotina: desde IA até contas de luz, internet e academia.

  • 34% dos brasileiros ja consomem serviços de Inteligência Artificial (IA) por assinatura
  • Streaming de vídeo é o formato mais popular, com 79% dos consumidores
  • 51% esperam aumentar seus gastos com assinatura em cinco anos
  • Cartão de crédito mandam em 65% dos pagamentos; Pix avança lentamente
  • R$201 a R$500: faixa de gastos que mais cresce entre os consumidores

O que a pesquisa revelou

De acordo com o Relatório Assinaturas 2026, feito pela Vindi em parceria com a Opinion Box, o consumo de serviços digitais vem se diversificando. Além do streaming de vídeo (79%), destaque para a nuvem (43%), alimentação por assinatura (42%) e serviços para pets (23%). Esses modelos vêm puxando a expansão do setor, mesmo com o cenário econômico desafiador.

A pesquisa também mediu a expectativa de gasto. Em 2024, 46% das pessoas esperavam aumentar seus gastos com assinatura; em 2025, o índice subiu para 48%, e agora, em 2026, chega a 51%. Ou seja, em tres anos, houve uma variação de 5 pontos percentuais na alta projetada.

Quem assina o que

As assinaturas estão cada vez mais ligadas à praticidade e à integração ao dia a dia. Segundo o estudo, 55% dos brasileiros assina músicos e podcasts, e 33% contratam cursos online. Já os serviços considerados essenciais seguem presentes nos pagamentos recorrentes de 87% das pessoas.

Entre os mais citados estão: internet (77%), energia elétrica (74%), celular pós-pago (64%), conta de água (62%) e serviços de fitness, como academias, natação, pilates e Gympass (44%).

Como as pessoas pagam

A forma de pagamento das assinaturas também foi analisada. O cartão de crédito continua dominante, com 65% de adesão, seguido pelo Pix, com 16%. Mesmo assim, o Pix cresce pouco: em 2025 era 13% e, em 2024, 14%. Na sequência aparecem: débito em conta corrente (9%), boleto (5%), carteiras digitais (3%) e cartão de loja (2%).

Para Monisi Costa, head de Pagamentos da Vindi, o cartão ainda tem vantagem por cobrar automaticamente. «No Pix recorrente convencional, o consumidor precisava acessar a cobrança e pagar a cada ciclo. Essa dinâmica muda com o Pix automático, que automatiza essa cobrança a partir de uma única autorização», explica.

Quanto gastam por mês

O valor destinado mensalmente a assinaturas também aumentou. Em 2026, 29% dos consumidores gastam entre R$51 e R$100, e outros 29% entre R$101 e R$200. Outros 17% desembolsam entre R$201 e R$500 um crescimento ante 14% em 2025 e 11% em 2024. Já a faixa de R$11 a R$50 caiu de 27% em 2024 para 23% em 2025 e 19% agora.

Bem como, 47% dizem que seus gastos permaneceram iguais nos últimos 12 meses, 35% afirmam que aumentaram e 18% que diminuíram. Para os próximos 12 meses, 62% esperam estabilidade, 22% preveem aumento e 16% acreditam que gastarão menos.

Como a pesquisa foi feita

O Relatório Assinaturas 2026 foi realizado pela Opinion Box e pela Vindi, com entrevista de 1.040 pessoas pela internet entre junho e julho de 2026. A amostra abrangeu todas as regiões do país e possui margem de erro de 3 pontos percentuais.