28 de agosto de 2026

??ºC Tempo São Paulo - SP São Paulo - SP
??ºC Tempo Rio de Janeiro - RJ Rio de Janeiro - RJ
??ºC Tempo Salvador - BA Salvador - BA

Segurança Jurídica em debate: entidades podem agir para proteger empresas

Economia Segurança 28/08/2026 13:04 Edu Guimarães / ACSP

Advogado: segurança jurídica depende de previsibilidade e instrumentos legais; entidades empresariais podem usar ações diretas, amicus curiae e mandado de segurança coletivo para defender interesses de associados.

Instabilidade normativa afasta investimento de longo prazo, diz Roberto Delmanto Jr. na ACSP

Advogado criminalista discutiu o conceito de segurança jurídica e apresentou instrumentos legais que associações empresariais podem usar para atuar em nome de seus associados

Foto: Integrantes da banca | Créditos: Edu Guimarães / ACSP

São Paulo, agosto de 2026 - O advogado criminalista Roberto Delmanto Jr. discursou nesta semana em reunião de conselho da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), com o tema "Segurança Jurídica e o Papel das Entidades como Guardiães de Mercado". O evento teve abertura do presidente da ACSP, Alfredo Cotait Neto, e coordenação de Renan Silva.

Delmanto definiu segurança jurídica como a previsibilidade de condutas que a lei garante nas relações entre partes. "Nós vivemos de expectativas. Quando há um rompimento dessa expectativa, nós nos frustramos", afirmou, comparando o conceito ao cumprimento de um contrato de aluguel, em que cada parte espera que a outra honre o combinado.

O que as entidades podem fazer

O advogado dedicou parte da palestra a instrumentos jurídicos que associações empresariais podem usar para representar os interesses de seus associados. Entre eles, citou a possibilidade de propor ações diretas de inconstitucionalidade (ADIs), atuar como amicus curiae (terceiro interessado que oferece subsídios técnicos a um processo) em ações movidas por outras entidades; propor ações públicas em defesa da livre concorrência e da ordem econômica; e impetrar mandado de segurança coletivo em nome de associados.

Ele também citou campanhas de comunicação institucional como ferramenta de atuação das entidades, mencionando o Impostômetro, iniciativa da própria ACSP, como exemplo.

Mobilização recente das associações

Ao encerrar o encontro, Alfredo Cotait Neto citou um exemplo recente de atuação coordenada das entidades: a mobilização da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), da qual também é presidente, contra a proposta de fim da escala de trabalho 6x1. Segundo ele, a confederação reuniu, em um fim de semana, manifestações de apoio de 1.700 das 2.300 associações filiadas em todo o país, além de articulação direta com a presidência do Senado, que optou por não pautar o tema antes das eleições.

Sobre a ACSP

Fundada em 1894, a Associação Comercial de São Paulo (ACSP) é a maior associação empresarial do Brasil, com 132 anos de história e mais de 15 mil associados. Sob a presidência de Alfredo Cotait Neto, a entidade é a principal voz do empreendedor nacional na defesa da livre iniciativa.

A ACSP tem protagonismo direto na construção do marco legal do empreendedorismo no país: foram criados ou impulsionados pela ACSP o Estatuto da Micro e Pequena Empresa, o Simples Nacional, o Microempreendedor Individual (MEI), a Lei da Liberdade Econômica, o Impostômetro e, em parceria com a CACB, o Gasto Brasil.

Informações à Imprensa

Beth Matias [email protected] | 11 99656-4582

Diógnes Menon [email protected] | 11 99619-8141

[email protected] | 11 94276-0605 | 3080-3665

Participe do grupo de Whatsapp da Associação Comercial de São Paulo para ter informações sobre os principais assuntos da entidade.