O Brasil precisa acelerar investimentos em mobilidade urbana e expandir a infraestrutura de recarga para atender à eletrificação de frotas, com projetos que somam até 2054 e exigem planejamento completo de energia, veículos e redes.
O Brasil acelerará os investimentos em mobilidade urbana e na aquisição de ônibus elétricos. Mas uma pergunta passa a ter peso: a infraestrutura de recarga conseguirá acompanhar esse ritmo
O BNDES estima que o país precise investir R$ 50 bilhões por ano em mobilidade urbana, enquanto 187 projetos mapeados pelo banco e pelo Ministério das Cidades somam cerca de R$ 430 bilhões até 2054. Com a eletrificação das frotas, deciöes sobre autonomia, capacidade da rede elétrica, tempo de recarga e disponibilidade dos veículos passam a influenciar diretamente a operação e o dimensionamento dos sistemas.
O PR abaixo aborda essa próxima etapa e apresenta a recarga distribuída ao longo da jornada como uma das alternativas para operações de alta demanda, especialmente em corredores e sistemas BRT.
Ronen Avraham, diretor da Electreon para a América Latina, está disponíl para analisar esse cenário, explicar os desafios observados em projetos internacionais e discutir aplicações possíveis no transporte público brasileiro.
Segue o conteúdo completo para avaliação.
Resumo das ideias-chave
O Brasil precisará ampliar significativamente os investimentos em mobilidade urbana nos próximos anos. Segundo dados apresentados por Luciana Costa, diretora de Infraestrutura do BNDES, o setor recebeu, em média, R$ 6 bilhões por ano na última década, enquanto a necessidade estimada pelo banco chega a R$ 50 bilhões anuais. Os dados foram repercutidos pela CNN Brasil e pela Rádio Itatiaia.
Na mesma agenda de expansão, o ENMU identificou 187 projetos de transporte público nas 21 maiores regiões metropolitanas, com investimentos estimados em cerca de R$ 430 bilhões até 2054, incluindo R$ 80 bilhões em sistemas BRT e R$ 3,4 bilhões em corredores exclusivos de ônibus. Os trechos de redes devem crescer em cerca de 2.500 quilômetros, com a maior parte sendo de novos BRT, VLT ou monotrilho.
Como a eletrificação dos ônibus se torna indispensável, a pergunta central é: como estruturar a infraestru=tura necessária para que os veículos elétricos possam operar em escala
Essa eletrificação envolve autonomia, estratégia de recarga, disponibilidade dos veículos, capacidade da rede elétrica e características dos corredores. A autonomia influencia o peso e o tamanho das baterias, já a tensão elétrica disponível pode afetar custos e cronogramas de implantação da infraestrutura.
Existem diferentes estratégias para atender á demanda energética da frota elétrica, incluindo recarga concentrada em garagens, em terminais e ao longo das rotas. A recarga sem fio, por indução, aparece como alternativa para reduzir falhas e manter frota em atividade, com configurações DOT (carregamento estacionário), DASH (carregamento durante paradas) e LINE (carregamento dinâmico durante o movimento).
O modelo de recarga distribuída permite que a energia seja adicionada em diferentes momentos da jornada, sem depender de uma janela única de recarga. Em projetos de transporte público, isso pode aumentar a disponibilidade e reduzir a necessidade de manter muitos veículos de reserva.
Especialistas destacam que a infraestrutura deve ser pensada junto com a frota, a rede elétrica e a regulação. A Electreon vem testando soluções em diversos mercados, incluindo BRT, com técnicas de recarga estacionária, durante paradas e em movimento.
Em Trondheim, na Noruega, um ônibus elétrico equipado com a tecnologia realiza recarga sem fio durante trajeto e paradas.
A ideia central é que a energia seja disponibilizada ao veículo ao longo de toda a operação, para aumentar disponibilidade e reduzir custos. A recarga distribuída pode exigir menos hardware no longo prazo e adaptar-se ás necessidades de cada serviço.
Para operadoras, o desafio é definir como veículos, infraestrutura e energia se integrarem para sustentar a transforção em escala. A discussão deve começar antes das decisões finais de infraestrutura, assegurando que a tecnologia sirva a operação e não o contrário.
Sobre a Electreon: a empresa é especializada em recarga sem fio para veículos elétricos, com mais de 20 projetos globais e uma carteira ampla de parcerias.
ENTREVISTAS E CONTATO DE IMPRENSA: Ronen Avraham está disponível para entrevistas. Contato de imprensa: Débora Oliveira e Emanoelle Wilges | [email protected] | WhatsApp: 61 99680-2826 / 61 98143-2056

R$ 430 bilhões em mobilidade: o próximo desafio é a infraestrutura de recarga (Ajustada por IA)





