No primeiro semestre de 2026, o uso de cartões movimentou R$ 2,3 trilhões no Brasil, um crescimento de 8% em relação ao mesmo período do ano passado. Apesar de 85% dos usuários pagarem a fatura integralmente, especialistas alertam que o excesso de parcelas pode comprometer o orçamento futuro e pedem cautela no uso do crédito.
No primeiro semestre de 2026, as compras com cartões no Brasil chegaram a R$ 2,3 trilhões, um aumento de 8% em comparação ao mesmo período do ano anterior. Os dados são da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs). O cartão de crédito foi o principal responsável por esse volume, mostrando que ele virou uma das formas de pagamento mais usadas pelos brasileiros.
Outro dado importante vem de uma pesquisa feita pela Abecs com o Datafolha: 85% dos usuários dizem que pagam o valor total da fatura todos os meses. Além disso, 76% da população usa algum tipo de cartão para pagar suas contas.
- O valor movimentado com cartões cresceu 8% em um ano, totalizando R$ 2,3 trilhões.
- 85% dos usuários pagam a fatura inteira todos os meses.
- 76% dos brasileiros usam cartão para fazer pagamentos.
- O cartão de crédito é o principal responsável pelo aumento nas transações.
- Especialistas alertam para o risco de acumular muitas parcelas.
Apesar desses números positivos, pagar a fatura em dia não é suficiente para garantir uma vida financeira saudável. O crédito é uma das modalidades mais caras do mercado, e é preciso ter cuidado.
Rodrigo Mandaliti, presidente do Instituto Gestão de Excelência Operacional em Cobrança (IGEOC), explica que o crescimento do uso dos cartões exige atenção para que a facilidade não vire um problema. Ele lembra que muitas pessoas pagam a fatura, mas comprometem uma parte grande da renda com parcelas e despesas fixas, reduzindo a poupança e ficando mais vulneráveis a imprevistos.
Um dos erros mais comuns, segundo o especialista, é usar o limite do cartão como referência para saber quanto se pode gastar. O limite que o banco libera não representa a capacidade financeira do consumidor. As compras devem estar de acordo com o orçamento mensal e com os objetivos de longo prazo.
O parcelamento é útil para planejar compras maiores, mas o acúmulo de parcelas pode pesar nos meses seguintes. Mandaliti recomenda que os consumidores acompanhem seus gastos durante o mês, definam limites que caibam no bolso e usem o crédito como uma ferramenta de organização financeira.
O que fazer para evitar dívidas
Em vez de se basear no limite do cartão, a orientação é criar um orçamento realista e controlar cada compra. Também é importante somar todas as parcelas que já foram contratadas, não apenas a fatura atual, para saber exatamente quanto do salário já está comprometido.
Rodrigo Mandaliti finaliza: "A soma de várias compras parceladas pode consumir uma parte relevante da renda dos próximos meses. O consumidor precisa monitorar não só o valor da fatura atual, mas o total de compromissos já assumidos para as faturas seguintes".
Sobre o IGEOC
O Instituto GEOC atua há 18 anos e reúne 34 empresas associadas. Elas oferecem soluções inovadoras em cobrança e recuperação de crédito, sempre com atendimento humano e investimento em tecnologia. As associadas trabalham em vários setores, como cartões, consórcios, educação, produtos bancários, veículos, utilities e varejo, em todo o Brasil.

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