Como faturamento e lucro não garantem um bom investimento nos EUA e quais são as quatro decisões que ajudam a avaliar se uma aquisição faz sentido.
Nem toda empresa lucrativa é boa compra: entenda por quê.
Faturamento e lucro contam apenas parte da história de uma aquisição nos Estados Unidos e decisões tomadas antes e depois da compra podem definir o retorno do investimento.
Encontrar uma empresa lucrativa não garante um investimento certo. Dados divulgados mostram que o estoque de investimento estrangeiro direto nos EUA atingiu níveis elevados em 2025, com grande parte destinada à compra de negócios existentes. Este contexto indica que apenas indicadores financeiros não bastam para avaliar se uma aquisição faz sentido para o investidor.
A diferença está em entender o que se pretende alcançar com o investimento. Diversificação patrimonial, geração de receita em dólar, expansão de atividades já existentes, participação direta na gestão ou mobilidade internacional são objetivos distintos que podem exigir escolhas diferentes.
O erro comum é começar pela empresa disponível à venda. A primeira pergunta deveria ser o que o empresário pretende alcançar, e se a oportunidade está alinhada aos objetivos do investidor. Além disso, a análise precisa considerar a capacidade financeira e o nível de envolvimento esperado após a aquisição, pois um negócio que depende da presença diária do proprietário pode não fazer sentido para quem quer ficar no Brasil ou atuar apenas de forma estratégica.
Depois de escolher o negócio, entram questões estruturais como a estrutura societária, tributação, contabilidade, contratos e due diligence. Quando há interesse de residência nos EUA, o planejamento migratório também precisa ser avaliado com profissionais especializados. A due diligence investiga a situação financeira, jurídica e operacional antes da conclusão da compra, incluindo dívidas, contratos, ativos, clientes e possíveis passivos, que podem alterar o valor e a viabilidade da aquisição.
O valor pago pela empresa não representa necessariamente todo o capital necessário. Capital de giro, despesas operacionais, possíveis modernizações, contratação de profissionais e recursos para expansão devem entrar no cálculo. A movimentação de dinheiro entre Brasil e EUA acrescenta uma camada de questões tributárias, financeiras e declaratórias que variam conforme o perfil do investidor.
Neste processo, a MD1 Nexus atua como hub, conectando investidores a oportunidades e a profissionais especializados, sem substituir análises jurídicas, contábeis, tributárias ou migratórias. O fundador da MD1 Nexus ressalta que o dinheiro precisa ser pensado não apenas para comprar, mas para o que vem depois da aquisição.
Quando alguém calcula apenas o custo de comprar, pode subestimar o capital necessário para fazer a empresa funcionar e crescer. O capital deve considerar a aquisição, bem como o que vem depois dela.
A compra é apenas o começo
A etapa após a aquisição envolve decisões sobre quem administrará a empresa, como ocorrerá a transição com o antigo proprietário e quais serão os próximos passos de crescimento. Expansão para novas unidades, licenciamento, fortalecimento comercial, aquisição de concorrentes ou uma futura venda podem fazer parte da estratégia. Avaliar o potencial de crescimento antes da compra ajuda a ver o negócio além dos resultados atuais.
Para Kiko, essa visão também muda a pergunta que o investidor deve fazer antes de fechar uma aquisição: comprar uma empresa é uma etapa; o investimento precisa considerar o que acontece depois, como o negócio pode crescer, quem conduzirá a operação e qual é a estratégia de capital no longo prazo.
Sobre Kiko - Franco Scornavacca
Franco Scornavacca, conhecido como Kiko do KLB, é empresário e proprietário da MD1 Nexus, com atuação há mais de uma década em conexões entre Brasil e EUA, focada em aceleração de negócios e expansão internacional.
Para mais informações, acesse o Instagram de Kiko e o site da MD1 Nexus, bem como contatos oficiais da assessoria.
Sugestões de fontes
Direct Investment by Country and Industry 2025 e New Foreign Direct Investment in the United States 2025 trazem dados de base para o tema.
Fontes de pesquisa
MD1 Nexus | BeA (instituição de dados econômicos)

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