26 de agosto de 2026

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Selic caiu, mas crédito continua caro para o consumidor

Economia 26/08/2026 10:42 Guilherme Nasser, Juros Baixos

Apesar da redução da Selic, o custo médio do crédito segue elevado, exigindo cautela na hora de contratar empréstimos e a importância de comparar ofertas com base no CET.

Selic caiu, mas crédito ficou mais caro para o consumidor

Apesar da redução da taxa básica de juros em março de 2026, o custo médio do crédito permaneceu elevado para o consumidor, conforme o IJBE Q1/2026.

Em março de 2026, o Banco Central reduziu a Selic de 15% para 14,75% ao ano, mas o custo médio do crédito manteve-se em patamar elevado. O Indicador de Custo do Crédito (ICC) ficou acima de 24% ao ano.

O cenário é um dos destaques do IJBE Q1/2026, estudo da Juros Baixos que acompanha o mercado de crédito no Brasil a partir de milhões de solicitações reais.

Por que a queda da Selic não reduz imediatamente os juros dos empréstimos

A Selic funciona como referência para o custo do dinheiro, mas não é o único fator que as instituições consideram ao definir as taxas dos empréstimos.

O preço final de um empréstimo pode incluir fatores como:

  • risco de inadimplência;
  • custo de captação das instituições;
  • perfil de crédito do consumidor;
  • prazo da operação;
  • despesas administrativas;
  • impostos e condições de mercado.

Por isso, alterações na taxa básica podem demorar a aparecer de forma clara nas condições oferecidas aos clientes.

Custo do crédito segue pressionando quem busca empréstimo

Os dados ajudam a explicar por que a redução da Selic não leva, de imediato, a quedas em todas as modalidades de crédito. O ICC ficou em 24,1% ao ano em março de 2026, com alta de 1,5 ponto percentual em relação ao mesmo mês do ano anterior.

Isso significa que, mesmo com o início do ciclo de redução das taxas, o consumidor ainda encontra um ambiente de crédito caro.

Comparar ofertas ganha ainda mais importância

Em um cenário de juros elevados, as condições para dois consumidores podem ser bem diferentes. Instituições costumam ter políticas próprias de análise de risco, oferecendo taxas, limites e prazos distintos para a mesma pessoa.

Por isso, olhar apenas para a Selic não basta para saber se um empréstimo está barato ou caro. Antes de contratar, é essencial comparar principalmente o Custo Efetivo Total (CET), que reúne juros, tarifas, impostos e outros encargos.

A comparação entre diferentes instituições pode ajudar o consumidor a encontrar uma opção mais adequada ao seu perfil financeiro.

O que os dados mostram sobre o mercado de crédito

O movimento do primeiro trimestre reforça uma característica: mudanças na política monetária não chegam ao crédito na mesma velocidade. A Selic é um sinal importante, mas nem sempre o consumidor percebe esse efeito de imediato na hora de contratar um empréstimo.

O custo do crédito depende de uma combinação de fatores econômicos e individuais. Por isso, comparar ofertas continua sendo fundamental, segundo especialistas.

O IJBE mostra ainda que a busca por empréstimos permanece relevante, com características como score, restrições, ocupação profissional influenciando significativamente as condições disponíveis para cada solicitante.

Para quem precisa de crédito, acompanhar a trajetória da Selic é importante, mas comparar as condições disponíveis continua sendo essencial.

Sobre o IJBE

O IJBE Índice Juros Baixos de Empréstimo é o indicador trimestral sobre o comportamento do mercado de crédito no Brasil. Construído a partir de mais de 10 milhões de pedidos processados pela plataforma, o levantamento acompanha informações como volume de solicitações, perfil dos consumidores, aprovação, valores solicitados, distribuição geográfica e motivos para busca por crédito.

Acesse o IJBE Q1/2026 e confira o estudo completo.

Para mais informações, entre em contato com a empresa: E-mail: [email protected]