25 de agosto de 2026

??ºC Tempo São Paulo - SP São Paulo - SP
??ºC Tempo Rio de Janeiro - RJ Rio de Janeiro - RJ
??ºC Tempo Salvador - BA Salvador - BA

Google expande automação dos anúncios em setembro e alerta empresas

Economia Automação 25/08/2026 11:08 Grupo HRZ

Especialistas explicam como o AI Max pode afetar campanhas de busca e quais ajustes fazer antes de setembro para evitar desperdício de verba e perda de controle.

Olá Vitor, tudo bem

A partir de setembro, o Google Ads migrará campanhas para o AI Max, dando mais controle à inteligência artificial. Isso pode gerar novas oportunidades, mas também desperdício de verba.

Especialistas do Grupo HRZ detalham como auditar suas contas e usar palavras-chave negativas para proteger seu orçamento de marketing. Vamos falar sobre essa mudança

O que muda com o AI Max

O AI Max for Search é um conjunto de recursos de inteligência artificial para campanhas de Pesquisa. No modelo tradicional, as palavraschave ajudam a definir quais buscas acionarão um anúncio. Com a nova configuração, o sistema tem mais liberdade para interpretar a intenção do usuário, ampliar termos relacionados, criar variações de texto e ajustar o destino do anúncio.

A correspondência de termo de pesquisa passa a ser ativada por padrão, permitindo que a plataforma encontre buscas além das já selecionadas pelo anunciante.

João Vinas, engenheiro, empresário e sócio do Grupo HRZ, explica que a mudança exige entender uma diferença técnica importante. «A palavra-chave deixa de funcionar como um limite tão rígido e passa a ser um sinal para o algoritmo. Isso aumenta a capacidade de encontrar novas oportunidades, mas também exige acompanhamento, pois nem toda interpretação da IA representa uma intenção real de compra», afirma.

Nem todas as campanhas serão convertidas nesta etapa. Contas estruturadas com palavras-chave de correspondência exata ou de frase, sem os recursos incluídos na migração, ficam de fora. Os Dynamic Search Ads (DSA) também ganharam prazo adicional, com migração prevista para fevereiro de 2027.

Mais alcance pode significar mais desperdício

A expansão automática das buscas é um dos pontos de alerta para anunciantes. Com o AI Max, o sistema ganha mais liberdade para interpretar a intenção das buscas e exibir anúncios além dos termos originalmente definidos. Na prática, isso aumenta a importância de monitorar os termos de pesquisa e usar palavras-chave negativas para impedir que campanhas sejam acionadas por consultas sem relação com o público ou objetivo.

O resultado pode variar conforme o segmento, histórico da conta, configuração e qualidade da estratégia.

Iury Borges, estrategista de vendas e sóciodiretor do Grupo HRZ, ressalta que a análise não deve se limitar às métricas de publicidade. «O indicador relevante não é apenas quantas pessoas clicaram. É quanto custou trazer um cliente e se aquela venda gerou margem. Uma automação pode entregar mais volume e, ainda assim, piorar economicamente a campanha. Essa conta precisa ser acompanhada», afirma.

Palavra negativa ganha importância

Uma consequência prática do AI Max é o aumento da importância das palavras-chave negativas. Elas informam ao sistema em quais pesquisas a empresa não quer aparecer. Se antes a palavra-chave ajudava a delimitar a fronteira, com mais automação o anunciante precisa também excluir termos indesejados. Por isso, o relatório de termos de pesquisa se torna especialmente relevante para entender quais buscas estão sendo acionadas pelo sistema e se fazem sentido para o negócio.

O que fazer antes de 1º de setembro

Com poucas semanas até a mudança, especialistas recomendam que as empresas não esperem pela migração para entender como as campanhas estão configuradas. O primeiro passo é auditar campanha por campanha e identificar quais utilizam correspondência ampla no nível da campanha ou recursos criados automaticamente. São essas que precisam de atenção prioritária.

Também é necessário decidir conscientemente quais configurações fazem sentido para cada estratégia. Em campanhas onde o controle preciso dos termos é essencial, avalie a estrutura de correspondência antes do prazo. Paralelamente, as listas de palavras-chave negativas devem ser revistas e ampliadas com termos de outros segmentos, pesquisas historicamente pouco qualificadas e expressões que geram cliques sem conversão.

Outro passo é registrar os indicadores atuais antes da mudança: custo por conversão, taxa de conversão, volume de vendas e retorno sobre investimento. Assim, será possível comparar o desempenho após 1º de setembro e identificar rapidamente alterações relevantes.

«Não adianta olhar o custo depois e tentar lembrar quanto a campanha entregava antes. A empresa precisa ter a referência agora. Se o custo por venda subir ou a qualidade dos contatos cair, haverá um parâmetro concreto para tomar decisões», afirma Borges.

Nas primeiras semanas após a migração, o acompanhamento deve ser mais frequente. Relatórios de termos de pesquisa, custo por conversão e taxa de conversão ajudam a entender se o alcance adicional traz compradores ou apenas consome orçamento. A recomendação é evitar deixar a verba no piloto automático até entender o comportamento da nova configuração.

Dependência de mídia paga em debate

A mudança levanta a questão de como a dependência de mídia paga pode evoluir com mudanças de algoritmo, formatos e preços. Para Hugo Silveira, mídia paga deve continuar sendo usada para aquisição, mas não deve ser a única fonte de receita. «Tráfego pago é importante para atrair clientes, mas o negócio não pode depender do leilão a cada venda. CRM, relacionamento e recompra também fazem parte da operação», afirma.

A virada de setembro não significa o fim da mídia paga nem necessariamente pior desempenho. O ponto é que, com mais decisões entregues à IA, as empresas precisam saber exatamente quanto podem gastar para conquistar um cliente, quais resultados esperam de cada campanha e onde estão seus limites.

Sobre o Grupo HRZ

O Grupo HRZ é uma holding especializada em crescimento empresarial, aceleração de receita e estratégias de CRM, IA, tráfego pago e automação comercial. Com atuação nacional, o grupo desenvolve projetos focados em geração de caixa, retenção de clientes, aumento de conversão e escalabilidade de resultados.

Mais informações no site do Grupo HRZ.

Sobre os especialistas

Hugo Silveira é empreendedor e cofundador do Grupo HRZ, com foco em estratégias de venda, CRM e IA aplicada a negócios. Iury Borges é empreendedor e sóciodiretor do Grupo HRZ, criador do método Venda 10X. João Vinas é engenheiro e sócio do Grupo HRZ, atuando em CRM, automação comercial e IA aplicada a vendas.

Mais informações disponíveis no LinkedIn e em perfis do Grupo HRZ.