21 de agosto de 2026

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A economia começou a perder fôlego e a eleição vai sentir

Economia 21/08/2026 09:06 Redação BRA 1 - Diário

A economia perde fôlego às vésperas da campanha eleitoral. Analistas e BTG veem desaceleração em carros usados e alta da inadimplência. Isso afetará a disputa.

A economia brasileira dá sinais claros de desaceleração às vésperas da campanha eleitoral, e o ritmo mais fraco de atividade deve se tornar um tema central na disputa presidencial. A avaliação é de analistas e instituições financeiras, como o BTG, que monitoram a perda de dinamismo em setores como o de carros usados e o avanço da inadimplência. O cenário, que combina atividade mais lenta com inflação em trajetória benigna, ocorre em meio à proximidade das eleições e à atenção do mercado aos desdobramentos políticos e econômicos.

A economia brasileira vinha mostrando resiliência, mas indicadores recentes apontam para uma perda de ritmo. Em agosto de 2026, a poucos meses da votação, o assunto ganha relevância porque o desempenho econômico tende a influenciar o humor do eleitor e a pauta dos candidatos. O mercado, por sua vez, acompanha de perto os sinais de desaceleração e os impactos sobre juros, câmbio e investimentos.

  • Economia brasileira perde fôlego às vésperas da campanha eleitoral.
  • BTG vê desaceleração, mas inflação em fase mais benigna.
  • Inadimplência é um dos problemas que preocupam o mercado.
  • Mercado de carros usados perde ritmo e preços tendem a se estabilizar.
  • Ibovespa avança com Petrobras, enquanto dólar sobe, em dia de atenção a Wall Street.

De acordo com o BTG, a economia está perdendo fôlego, mas a inflação entra em uma fase mais benigna. A leitura, divulgada pelo Money Report, indica que a inflação mais benigna pode dar mais espaço para a política monetária, embora o cenário fiscal e o crédito ainda exijam cautela. A combinação de atividade mais fraca com preços sob controle é vista como um alívio para o bolso do consumidor, mas também reflete a perda de dinamismo do mercado de trabalho e da renda.

Um dos reflexos dessa desaceleração aparece no mercado de carros usados. Como visto em O GLOBO, o setor perdeu fôlego em julho e os preços ficaram perto de se estabilizar, após um período de altas. O movimento sugere que a demanda por veículos seminovos e usados está perdendo força, pressionada pelo crédito mais caro e pela inadimplência.

A inadimplência, aliás, é apontada como um dos principais problemas na radiografia econômica atual. Segundo o Seu Dinheiro, o tema ganha destaque nos mercados e se soma às eleições presidenciais como fator de atenção para investidores. O endividamento das famílias reduz a capacidade de consumo e pode aprofundar a desaceleração nos próximos meses.

No mercado financeiro, os sinais são mistos. Em tempo real, o Ibovespa avançava com o suporte das ações da Petrobras (PETR4), fugindo da queda observada em Wall Street, enquanto o dólar subia. O movimento mostra que, apesar do pessimismo com a atividade, há setores específicos puxando o índice, mas a cautela predomina diante do cenário eleitoral.

Sinais de desaceleração na atividade

O mercado de carros usados é um dos termômetros dessa perda de fôlego. Em julho, os preços ficaram perto de se estabilizar, conforme levantamento do O GLOBO, o que indica que a alta observada em meses anteriores perdeu força. O comportamento do setor é relevante porque reflete a disposição das famílias em adquirir bens de maior valor, fortemente dependentes do crédito.

Em outras economias, o fenômeno também aparece. Como mostrou a SIC Notícias, o turismo em Portugal começa a travar, com o setor ainda crescendo, mas perdendo peso no PIB. No Brasil, o efeito sobre serviços e empregos ligados ao setor ainda será medido nos próximos indicadores.

Inadimplência e crédito

A inadimplência é um dos pontos mais sensíveis do atual momento econômico. O Seu Dinheiro listou o problema como um dos temas que movem os mercados, ao lado das eleições presidenciais. O avanço dos calotes compromete a renda das famílias e eleva o risco para os bancos, o que tende a manter o crédito mais caro e seletivo.

Para o BTG, a inflação mais benigna pode abrir espaço para uma política monetária menos restritiva, mas o crédito ainda depende da confiança do consumidor e da estabilidade fiscal. A combinação de inadimplência alta e atividade fraca cria um ciclo que pode se retroalimentar nos próximos meses.

Eleições e mercados

A aproximação das eleições presidenciais adiciona uma camada de incerteza à economia, tema que já move os mercados, segundo o Seu Dinheiro. O mercado monitora os cenários fiscais apresentados pelos candidatos e os impactos sobre juros, câmbio e Bolsa. Em meio a esse ambiente, o Ibovespa mostrou resiliência em um dia de aversão a risco externo, impulsionado pela Petrobras, enquanto o dólar subiu, conforme o Money Times.

A leitura predominante é que a economia perde fôlego justamente no momento em que a disputa política se intensifica. Isso tende a tornar o desempenho econômico um tema central na campanha, com reflexos na confiança de consumidores e investidores.

O quadro que se desenha é de uma economia que perde ritmo, com desafios claros no curto prazo. A inadimplência, o crédito caro e a incerteza eleitoral devem manter o ambiente de cautela nos próximos meses. Os indicadores de atividade e inflação que serão divulgados até a eleição vão ajudar a dimensionar o tamanho do impacto na disputa e no bolso do eleitor.