Como investidores podem ganhar com ativos e operações da Casas Bahia durante a recuperação judicial, incluindo opções de crédito, financiamento e aquisição de partes da empresa.
Vitor, dívida equivale a 26 vezes o valor de mercado. Abs.
Casas Bahia (94,8% da dívida sem garantia): 3 dicas para investidores lucrarem com a RJ
Financiamento de cerca de R$ 1 bilhão pode dar aos investidores prioridade de recebimento em uma eventual falência da varejista
Na recuperação judicial da Casas Bahia, quase R$ 0,95 de cada R$ 1 devido está nas mãos de credores sem garantia real. Dos R$ 17,3 bilhões incluídos no processo, R$ 16,4 bilhões pertencem à classe dos quirografários, que reúnem bancos, fornecedores e outros credores cujo recebimento dependerá das condições negociadas no plano. O caso ganha outra dimensão em um país com mais de 9,1 milhões de empresas inadimplentes e R$ 232,9 bilhões em dívidas negativadas. Nesse ambiente, esperar anos por um pagamento incerto pode não ser tão atraente quanto vender o crédito imediatamente, ainda que com desconto. É justamente nessa decisão que surge o mercado de distressed assets. O papel que representa uma possível perda para o credor original pode virar oportunidade para um investidor disposto a comprar barato, assumir a espera e disputar uma recuperação superior ao valor desembolsado. A questão não é apenas quanto a Casas Bahia deve, mas quais créditos, ativos e operações ainda preservam valor dentro de uma empresa pressionada a levantar caixa.
A 1ª possibilidade é uma estratégia conhecida como loan-to-own, na qual o investidor compra créditos de credores que preferem sair imediatamente da operação, normalmente por valor inferior ao registrado na dívida. Em vez de aguardar o pagamento em dinheiro, o comprador pode apoiar uma proposta que transforme o crédito em ações da companhia, mecanismo previsto na legislação de recuperação judicial.

Na recuperação judicial da Casas Bahia, grande parte das dívidas está nas mãos de credores sem garantia real.


