Esforços de planejamento sucessório ganham destaque com a maior transferência de riqueza da história, destacando a necessidade de preparar as próximas gerações para administrar ativos de forma eficaz e sustentável.
US$ 83 trilhões devem passar para as próximas gerações nas próximas três décadas, segundo o UBS. A grande pergunta não é apenas quem fica com o patrimônio, mas quem saberá administrá-lo com responsabilidade e foco em crescimento.
No Brasil, as doações de imóveis vêm aumentando expressivamente, em meio a mudanças no ITCMD, o imposto sobre heranças e doações. Especialistas destacam que sucessão não é apenas transferir bens, mas preparar a próxima geração para gerir recursos de forma sustentável.
Segundo André Bobek, CEO da Mhydas Planejamento Financeiro, é crucial educar os herdeiros sobre como o patrimônio foi construído, quais ativos existem e quais riscos e oportunidades estão envolvidos. Uma herança não é apenas dinheiro; envolve imóveis, empresas, participações, fundos, ações, previdência e outros investimentos, cada um com liquidez e tributo diferentes.
É comum pensar que herança corresponde a dinheiro disponível, mas a realidade é mais complexa. Um imóvel pode valer muito, mas ter baixa liquidez; uma participação em empresa pode exigir gestão especializada. O herdeiro precisa compreender o que recebeu para tomar decisões alinhadas com o objetivo da família.
Com a reforma tributária, o ITCMD passa a ter alíquotas mais progressivas e novas regras para a base de cálculo, o que torna o planejamento sucessório ainda mais relevante para evitar custos elevados e conflitos jurídicos.
Victor Hugo Rocha, advogado da Rocha & Rocha Advogados, destaca que planejamento antecipado ajuda a reduzir impactos tributários e jurídicos, proporcionando maior segurança para a família. Bobek reforça que o planejamento não deve ocorrer apenas no falecimento, mas ao longo da vida, para evitar decisões reativas em cenários tributários desfavoráveis.
Da primeira geração à próxima: construir continuidade
Em famílias empresariais, a sucessão envolve não apenas a transferência de participação societária, mas a definição de quem ficará à frente dos negócios. Em famílias com patrimônio concentrado em imóveis, é preciso considerar liquidez, rentabilidade, custos de manutenção e nível de risco, preparando futuras gerações para gerir o patrimônio.
O desafio é manter o patrimônio nas mãos das próximas gerações, não apenas transferi-lo. A chamada Grande Transferência de Riqueza exige planejamento, educação financeira e estratégias que preservem o que foi construído ao longo de anos.
Sobre a Mhydas Planejamento Financeiro, com atuação nacional, e a Rocha & Rocha Advogados, que atuam em governança tributária, o objetivo é orientar famílias de alta renda a estruturar planos que combinem proteção, gestão financeira e previsibilidade jurídica.

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