Novas regras de impostos e notas fiscais podem afetar a rotina das pequenas empresas; saiba como se adaptar
A Reforma Tributária vai exigir que micro e pequenas empresas façam ajustes na rotina já a partir de setembro de 2026. Para quem está no Simples Nacional, será preciso planejar como recolher os novos impostos IBS e CBS, e também se adaptar à emissão de notas fiscais de serviço pelo Emissor Nacional.
Essas empresas representam 96% dos CNPJs do país e geraram 80% dos empregos formais em 2025, segundo dados oficiais. Por isso, é importante que os empreendedores entendam as mudanças e se preparem para colocá-las em prática.
- As empresas do Simples Nacional podem escolher entre manter os tributos no regime unificado ou optar pelo regime regular.
- A escolha precisa ser feita entre 1º e 30 de setembro de 2026, valendo a partir de janeiro de 2027.
- A decisão afeta preço, margem e competitividade, por isso é importante analisar o perfil dos clientes.
- A emissão de notas de serviço passa a ser feita pelo Emissor Nacional a partir de setembro, e é preciso testar o sistema antes.
- Setembro deve ser usado como mês de planejamento, com ajuda do contador para simular impactos.
Para o pequeno empreendedor, a reforma não é apenas uma discussão tributária, ela impacta diretamente a gestão do negócio. É essencial entender as novas regras e se preparar para evitar riscos, afirma Israel Guerra, VP de Finanças do Asaas.
Decisão sobre IBS e CBS
Uma das mudanças mais importantes é a escolha sobre como recolher o IBS e a CBS. A lei permite que empresas do Simples Nacional decidam se querem manter esses tributos no regime unificado ou se preferem apurar separadamente, sem sair do Simples.
Essa decisão deve ser tomada em setembro, com efeitos a partir de janeiro de 2027. Segundo Israel Guerra, não existe uma escolha universalmente melhor. O empreendedor precisa considerar como vende, quem compra e o impacto sobre preço e margem. Empresas que vendem para outras empresas podem ter benefícios com créditos tributários, enquanto aquelas que vendem ao consumidor final podem ter outros incentivos.
NFS-e no Emissor Nacional
Outra mudança é a emissão de notas fiscais de serviço. A partir de 1º de setembro de 2026, as empresas do Simples deverão usar o Emissor Nacional, substituindo os sistemas municipais. Isso exige que o empreendedor configure o sistema com antecedência, verificando cadastros, códigos de serviço e outros parâmetros.
Para quem usa automação, a mudança pode impactar o fluxo operacional. O ideal é testar tudo antes do prazo, para evitar interrupções na emissão de notas e problemas no fluxo financeiro.
Recomendações práticas para setembro
Com tantas mudanças, a orientação é que as empresas usem setembro para revisar processos e se preparar:
- Converse com o contador e simule os impactos da escolha de recolhimento.
- Analise o perfil dos clientes para decidir a melhor opção.
- Verifique se o sistema de emissão já está adequado ao padrão nacional e faça testes.
- Crie uma rotina de acompanhamento, pois a decisão será semestral.
A escolha feita em setembro valerá para janeiro a junho de 2027, com nova chance depois.

Assessoria de imprensa Asaas


