Em junho, o nível de atividade econômica do Brasil caiu 0,6% em relação a maio. A queda foi causada pelos serviços (-0,5%) e pela indústria (-1,4%), enquanto a agropecuária cresceu 1,0%. Com juros altos e incertezas políticas e fiscais, a economia dá sinais claros de desaquecimento, o que pode afetar o emprego no futuro próximo.
O IBC-Br, indicador que acompanha o PIB, mostrou queda em junho de 2026. A retração veio dos serviços (-0,5%) e da indústria (-1,4%), mas a agropecuária subiu 1,0% e ajudou a evitar uma queda ainda maior.
Embora o mercado de trabalho continue aquecido e setores como construção civil cresçam, a economia brasileira está claramente desacelerando. Juros altos e incertezas fiscais e eleitorais fazem os empresários adiarem investimentos, reduzindo o crescimento do país.
- O IBC-Br é um termômetro da economia e costuma acompanhar o PIB.
- Os serviços são o maior setor, mas caíram 0,5% em junho.
- A indústria puxou a queda com -1,4%.
- A agropecuária subiu 1,0%, ajudando no resultado geral.
- Especialistas preveem impacto no emprego a partir de 2027.
Para 2027, esses efeitos devem se intensificar, atingindo também o mercado de trabalho. O desemprego geralmente reage com atraso à queda da atividade, por causa dos custos de contratação e demissão.
Uma situação parecida ocorreu no fim do governo Dilma 1. Em 2014, o emprego ainda estava forte, mas a economia já dava sinais de fraqueza por causa dos problemas fiscais. Em 2015, o desemprego disparou.
Se o passado servir de guia, é possível prever que o mercado de trabalho terá dificuldades em 2027.

Juros elevados e incertezas fiscais e eleitorais contaminam as expectativas e geram menor crescimento da economia brasileira Marcello Casal Jr./Agência Brasil


