A Reforma Tributária pode fazer empresas pagarem impostos a mais se não separarem a venda do financiamento. Isso acontece porque os juros embutidos nas vendas a prazo são, na verdade, receita financeira e devem ter alíquotas menores. Aprenda como evitar esse custo.
As empresas que dão prazos longos para seus clientes podem estar cobrando juros escondidos no preço, mas tratando isso como venda. Isso faz com que os juros paguem imposto de mercadoria, quando na verdade são receita financeira. Com a nova reforma tributária, essa diferença fica mais importante, pois afeta a competitividade e não só a contabilidade.
Por exemplo, se um produto custa R$ 1.000 à vista e R$ 1.500 parcelado, os R$ 500 extras são os juros do financiamento. Se a empresa considera isso como parte do preço, paga imposto de mercadoria sobre esses juros, mesmo sendo uma receita financeira.
- As empresas podem pagar mais impostos se não separarem venda e financiamento.
- A reforma tributária prevê alíquotas menores para operações de crédito.
- Juros embutidos nas vendas a prazo são, na verdade, receita financeira.
- Uma empresa que fatura R$ 100 milhões pode ter R$ 2,7 milhões de impostos indevidos.
- Separar a operação pode preservar o caixa e aumentar o lucro.
O advogado André Bravo, sócio da fintech Bankme, explica que o empresário paga imposto de mercadoria sobre uma receita que na verdade é financeira. O prazo dado ao cliente tem um custo, e se a tributação for errada, há perda de lucro. É preciso entender quem financia essa operação e como.
A reforma tributária traz regras específicas para serviços financeiros. A alíquota para operações de crédito deve ser menor (10,85%) do que a do consumo (26,5%). Isso torna importante separar a venda do financiamento.
Oferecer prazos de pagamento pode ser uma decisão financeira estratégica. Se a empresa financia com recursos próprios, fica com dinheiro parado nos recebíveis, o que aumenta o impacto no caixa.
Em uma empresa que fatura R$ 100 milhões, se 15% for juros de financiamento, são R$ 15 milhões. Com diferença de 18 pontos percentuais, a empresa pode pagar R$ 2,7 milhões a mais de impostos, dinheiro que iria para o governo.
A fintech Bankme ajuda empresas a estruturar o financiamento separado da venda, oferecendo alternativas para transformar recebíveis em dinheiro, sem depender só do caixa próprio ou de bancos. Isso melhora a gestão e aumenta o lucro.
Bravo ressalta que vender parcelado não é só uma questão de preço, mas de quanto custa financiar o cliente. Isso envolve margem, impostos, capital de giro e crédito.
A lei já diferencia venda a prazo de financiamento. O Superior Tribunal de Justiça já decidiu que encargos financeiros não devem ter o mesmo tratamento da mercadoria. A natureza da operação define o imposto.
A reforma tributária reforça a importância de separar o financiamento da venda. A empresa precisa decidir se vai financiar com caixa próprio ou com uma estrutura separada.
Bravo diz que a reforma não criou o problema, mas tornou mais caro ignorá-lo. A diferença entre mercadoria e financeiro fica mais clara.
Para empresas de médio porte, o impacto vai além dos impostos. Dinheiro parado em contas a receber poderia ser usado em estoque ou expansão. Separar o crédito ajuda a preservar caixa e melhorar a eficiência.
'Capital parado em recebíveis não rende. Estruturar o financiamento permite separar venda e capital, melhorando decisões sobre caixa e lucro.'
Para Bravo, é preciso se preparar agora. Se esperar a reforma completa, só verá o imposto. Quem começar cedo pode olhar para todo o negócio e ter vantagem competitiva.
Sobre a Bankme: A Bankme é uma empresa de tecnologia financeira que ajuda médias empresas a gerenciar crédito e caixa. Ela cria soluções para antecipar recebíveis, alongar prazos e usar melhor o dinheiro, trazendo eficiência e redução de custos. Seus investidores incluem a DOMO VC.

Reforma Imagem gerada por IA


