18 de agosto de 2026

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53% dos trabalhadores brasileiros acabam o mês sem dinheiro no bolso

Economia Finanças 18/08/2026 09:43 Serasa Experian

Pesquisa da Serasa Experian mostra que mais da metade dos brasileiros que trabalham chega ao fim do mês sem sobrar dinheiro. Alimentação e contas de casa são as maiores vilãs.

De acordo com a Pesquisa de Saúde Financeira dos Trabalhadores 2026, feita pela Serasa Experian, 53% dos trabalhadores brasileiros chegam ao fim do mês sem dinheiro suficiente para pagar todas as contas. O número é praticamente o mesmo do ano passado, quando 54% estavam nessa situação.

Dos entrevistados, 47% disseram que precisam de outras fontes de renda ou empréstimos para fechar as contas, e apenas 47% conseguem terminar o mês com algum dinheiro sobrando. Mesmo com trabalho fixo, grande parte das pessoas vive no limite do orçamento.

  • Mais da metade (53%) dos trabalhadores não sobra dinheiro no fim do mês
  • 47% precisam de empréstimos ou outras rendas para fechar as contas
  • 47% conseguem terminar o mês com alguma sobra
  • Alimentação e contas de casa são os gastos que mais pesam no bolso
  • Estresse e exaustão são queixas comuns entre quem tem dificuldades financeiras

Segundo Délber Lage, diretor de Soluções para RH da Serasa Experian, essa dificuldade não é passageira, mas uma pressão constante. Ele explica que, quando mais da metade dos trabalhadores não consegue cobrir as despesas todos os meses, isso mostra um problema sério na saúde financeira deles, que pode levar a mais dívidas e até a buscar renda extra.

Impactos na vida pessoal e no trabalho

Na vida pessoal, entre os que tiveram ou têm problemas financeiros, 44% se sentem mais irritados e 44% têm insônia. Outros efeitos incluem mudanças de peso, depressão, dores no corpo e isolamento social. Ou seja, a falta de dinheiro afeta o bem-estar de várias formas.

No trabalho, os efeitos também aparecem: 51% relatam estresse, 46% se sentem esgotados fisicamente, 35% têm menos atenção e 33% sofrem queda de produtividade. Esses números mostram que a vida financeira influencia diretamente o desempenho profissional.

O que as empresas podem fazer

Délber Lage ressalta que, com a nova lei trabalhista, as empresas devem considerar os fatores psicossociais na gestão de riscos. Isso não significa controlar a vida financeira do funcionário, mas reconhecer que problemas financeiros podem afetar o trabalho. Por isso, é importante que as empresas ofereçam educação financeira e benefícios que ajudem os colaboradores a lidar melhor com o dinheiro.

Ele sugere que as organizações identifiquem as diferentes realidades financeiras dos profissionais e, com base nisso, criem programas de apoio, como crédito responsável e planejamento financeiro.

Alimentação e contas de casa são os maiores gastos

Entre os trabalhadores que não têm dinheiro sobrando no fim do mês, 78% apontam a alimentação como o principal peso no orçamento, e 72% citam contas como luz, água e gás. Outros gastos incluem financiamentos de carro ou casa (44%), roupas e outros itens (43%), empréstimos (33%) e estudos (22%).

Esses dados mostram que a falta de sobra é causada tanto por despesas básicas quanto por dívidas já assumidas, o que dificulta a criação de uma reserva de emergência.

Serasa Experian no CONARH

Pela primeira vez, a Serasa Experian vai participar do CONARH, o maior evento de Recursos Humanos da América Latina, para apresentar suas soluções para empresas. O objetivo é mostrar como dados e tecnologia podem ajudar na gestão de pessoas, desde a contratação até o bem-estar financeiro dos colaboradores.

Durante o evento, Délber Lage vai dar uma palestra no dia 20 de agosto, às 14h, com os resultados da pesquisa. A empresa também terá um estande interativo com atrações para os visitantes.

Metodologia

A pesquisa ouviu 1.008 profissionais de empresas públicas e privadas, tanto CLT quanto PJ, entre os dias 12 e 30 de junho de 2026. A margem de erro é de 3,1 pontos percentuais, com confiança de 95%.

Em 2024, foram ouvidos 802 trabalhadores; em 2025, 1.029. As edições de 2025 e 2026 usaram um painel de respondentes diferente do de 2024.