O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, criticou nesta quinta-feira (13) a pressão de empresas não-bancárias para usar o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) na captação de dinheiro de pessoas físicas. Ele disse que isso deve ser impedido pelos órgãos reguladores, porque essas empresas não têm os mesmos requisitos que os bancos. O evento marcou os 30 anos do FGC, criado em 1995 para proteger investidores, e o fundo já reembolsou mais de R$ 40 bilhões a clientes de instituições que faliram, como o Banco Master.
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou nesta quinta-feira (13) que a pressão de empresas não-bancárias para usar o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) é uma prática que deve ser impedida pelos reguladores. Segundo ele, muitas empresas de pequeno e médio porte tentam atuar como se fossem bancos, usando a garantia do FGC, mas não têm recursos suficientes para isso.
- O FGC é uma segurança que protege quem investe em bancos quando a instituição quebra.
- A proteção cobre até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, e o valor máximo em 4 anos é R$ 1 milhão.
- O fundo já pagou cerca de R$ 40,6 bilhões a 1,6 milhão de credores do Banco Master.
- O FGC completa 30 anos e foi criado com o Plano Real, em 1995.
- As contribuições dos bancos aumentaram até 60% apíós o caso Master.
Crítica de Galípolo
Galípolo disse que é um tipo de comportamento que não é desejável e que deve ser combatido. Ele lembrou que empresas que tentam fazer afirmação ao papel de bancos acabam concorrendo de forma desigual, com regras mais leves.
Banco é um negócio que toma dinheiro emprestado a uma taxa menor do que empresta, e sem esse casamento os bancos são falíveis, explicou o presidente.
(Role do FGC)
O FGC tem função de proteger o sistema financeiro contra crises. Foi essencial no Plano Real e na crise de 2008. A funda tem planos de pagamento, mas precisa de novas regras.
Em 2025, o fundo se envolveu no caso Banco Master, e depois disso aumentou as contribuições das instituições.
O evento de 30 anos do FGC aconteceu em São Paulo, no Prédio das Moedas da B3, e abriu uma exposição sobre a história do fundo, que terminou em 30 de setembro.

Lula Marques/Agência Brasil


