Um estudo inédito revela que apenas 9% das empresas conseguem antecipar problemas tributários. A maioria ainda usa planilhas e falta de tempo é o maior obstáculo.
A área tributária das empresas brasileiras ainda está focada em cumprir as obrigações do dia a dia. Apenas 9% das organizações conseguem antecipar problemas antes que eles afetem a operação. Enquanto isso, 62% ainda usam planilhas para acompanhar indicadores e só 20% comparam seu desempenho com o mercado. Esses dados são da primeira edição do Tax Performance Index (TPI), estudo inédito da Live University | Confeb.
A pesquisa mostra que o principal objetivo das áreas tributárias continua sendo entregar as obrigações fiscais corretas e no prazo: 74% das empresas citam isso. Em seguida aparecem a recuperação de créditos (51%), o tempo de fechamento (47%), o contencioso tributário (43%) e os benefícios fiscais (39%).
- 9% das empresas conseguem antecipar problemas tributários.
- 62% ainda usam planilhas para monitorar indicadores.
- Automação fiscal é prioridade para 63% das empresas.
- 70% das empresas faturam mais de R$ 500 milhões.
- Falta de tempo é o maior obstáculo para 51% delas.
Implementar a Reforma Tributária significa olhar para quatro frentes ao mesmo tempo: orçamento, fluxo de caixa, vendas e compras. Se uma empresa ainda não está trabalhando esses quatro pilares, existe um problema importante na implementação. Além de conhecer a lei, para não ficar para trás é preciso focar na operação para agilizar a automação fiscal, ressalta Alex Leite, diretor corporativo da Live University | Confeb.
As empresas que participaram do estudo são grandes: cerca de 70% faturam mais de R$ 500 milhões por ano e estimam investir, em média, R$ 1,1 milhão até o fim de 2026 para se adaptar à Reforma Tributária.
O Tax Performance Index também apontou os principais desafios para melhorar o desempenho tributário. A falta de tempo é o maior deles, citada por 51% das empresas. Em seguida vêm a capacitação das equipes (46%) e a complexidade operacional (42%).
Para os próximos 12 meses, a automação fiscal é a prioridade número um para 63% das empresas. Outras prioridades incluem reduzir a alíquota efetiva (33%), aumentar a produtividade fiscal (29%), obter benefícios fiscais (28%), entregar obrigações corretas no prazo (26%) e recuperar créditos (20%).
Quando perguntamos onde as empresas pretendem concentrar esforços, 63% responderam automação fiscal. Esse é o caminho para reduzir o peso das tarefas operacionais, entregar tudo certo e liberar a equipe para atuar na recuperação de créditos, no relacionamento com outras áreas e nas decisões do negócio. O objetivo é fazer com que cumprir a obrigação no prazo deixe de ser o principal indicador, explica Alex.
A pesquisa também descobriu que a inteligência artificial (IA) ainda é pouco usada nas áreas tributárias: 54% das empresas não usam IA, 23% têm entre uma e cinco aplicações em funcionamento e 18% estão testando pilotos ou provas de conceito.
Por causa dessas necessidades, a Live University | Confeb lançou uma capacitação focada na implementação da Reforma Tributária. O curso reúne especialistas em áreas tributária, financeira, jurídica e tecnológica para falar sobre contratos, fluxo de caixa, compras, vendas, split payment, inteligência artificial aplicada ao tributário e planejamento da implementação. O conteúdo foi criado com base nas necessidades identificadas pelo Tax Performance Index (TPI). O mercado precisa discutir não só a nova lei, mas também como colocar as mudanças em prática, finaliza Alex Leite.

Live University (Ajustada por IA)





