No Dia do Estudante, um especialista explica que aprender continuamente, principalmente sobre gestão, liderança e inteligência artificial, virou uma estratégia essencial para empresários que querem continuar competitivos e acompanhar as mudanças do mercado.
No Dia do Estudante, celebrado em 11 de agosto, a discussão sobre aprendizagem contínua ganha um significado que vai além das salas de aula. Para empresários, investir em educação executiva, formação em liderança, inteligência artificial, gestão financeira e vendas tornou-se uma necessidade para acompanhar as transformações da economia e manter a competitividade.
Relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), divulgado em 2025, mostra que a atualização profissional contínua é cada vez mais determinante para a adaptação às mudanças tecnológicas e do trabalho, embora a participação de adultos em programas de aprendizagem tenha estagnado em diversos países.
- A OCDE afirma que aprender ao longo da vida é essencial para empresas e trabalhadores se prepararem para as mudanças.
- O maior risco é achar que a experiência antiga é suficiente em um mercado que muda rápido.
- Empresários que estudam tomam decisões mais rápidas e certas.
- A inteligência artificial aumenta a necessidade de aprender, mas não substitui a capacidade de liderar.
- O conhecimento é o teto do crescimento de uma empresa: quando ele não evolui, a empresa também não cresce.
Ravell Nava, empresário, estrategista de crescimento, fundador da Brl Educação, escola de negócios especializada na formação prática de empresários, afirma que o maior risco hoje não é apenas deixar de inovar, mas acreditar que a experiência acumulada é suficiente para enfrentar um ambiente de negócios que muda constantemente. "O empresário que para de estudar não perde conhecimento de um dia para o outro. Ele começa a perder velocidade nas decisões, deixa de perceber novas oportunidades e, quando percebe, já perdeu espaço para quem continuou aprendendo", afirma.
Aprendizagem contínua virou estratégia empresarial
A transformação digital, a popularização da inteligência artificial, as mudanças no comportamento do consumidor e as alterações econômicas fizeram com que o ciclo de atualização das empresas se tornasse cada vez mais curto. Nesse contexto, aprender deixou de ser um processo restrito à formação acadêmica para se tornar parte da rotina de quem lidera negócios.
A própria OCDE destaca que a aprendizagem ao longo da vida é essencial para manter trabalhadores e empresas preparados diante das mudanças econômicas e tecnológicas. O estudo também aponta que a maior parte da qualificação profissional acontece dentro do ambiente de trabalho, com apoio das empresas e foco em habilidades aplicadas à realidade dos negócios.
Segundo o estrategista, essa mudança já aparece com clareza entre os empresários que participam das formações da Brl Educação. "Há alguns anos a procura era muito concentrada em marketing e vendas. Hoje os empresários chegam querendo entender inteligência artificial aplicada aos negócios, gestão financeira, liderança, produtividade e crescimento estruturado. Eles perceberam que o maior patrimônio da empresa é a capacidade de aprender mais rápido do que os concorrentes", ressalta.
O custo de não acompanhar as mudanças
Na avaliação do especialista, um dos erros mais comuns é acreditar que estudar representa uma pausa na operação. "Muitos empresários dizem que não têm tempo para aprender porque precisam cuidar da empresa. Na prática, acontece justamente o contrário. Quando deixam de estudar, passam a gastar muito mais tempo corrigindo erros que poderiam ter sido evitados", explica.
O problema, segundo ele, não está apenas na perda de eficiência, mas na dificuldade de interpretar mudanças que afetam diretamente o negócio, como novas tecnologias, alterações tributárias, comportamento do consumidor e transformação dos modelos de gestão. "A empresa cresce até o limite do conhecimento do líder. Quando esse conhecimento deixa de evoluir, o crescimento também encontra um teto", afirma.
Inteligência artificial amplia a necessidade de atualização
A rápida incorporação da inteligência artificial aos processos empresariais acelerou ainda mais essa necessidade. O Workplace Learning Report 2025, do LinkedIn, mostra que quase metade dos profissionais responsáveis por treinamento e desenvolvimento identifica uma crise de competências nas organizações. O estudo aponta que aprender continuamente e desenvolver novas habilidades tornou-se prioridade para empresas que desejam manter produtividade, inovação e capacidade de adaptação.
Para o estrategista, a inteligência artificial não reduz a importância da formação dos líderes. Pelo contrário. "A tecnologia muda muito rápido. Quem aprende apenas a ferramenta fica defasado em pouco tempo. O empresário precisa desenvolver capacidade de análise, pensamento estratégico e tomada de decisão. A inteligência artificial potencializa quem sabe liderar, mas não substitui conhecimento de gestão", observa.
Conhecimento reduz erros e acelera decisões
Na Brl Educação, Ravell afirma que as formações executivas têm mostrado uma mudança importante no perfil dos participantes. Mais do que buscar fórmulas prontas, os empresários procuram ferramentas que ajudem a tomar decisões com mais rapidez e segurança. "O empresário não estuda para acumular certificados. Ele estuda para errar menos, decidir melhor, aumentar resultados e preparar a empresa para crescer de forma sustentável. Hoje, aprender faz parte da estratégia de qualquer negócio que pretende continuar relevante nos próximos anos", conclui.

Carolina Lara (Ajustada por IA)




