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Novos instrumentos ampliam alternativas de financiamento para o agronegócio

Economia Financiamento 10/08/2026 17:40 Assessoria de Imprensa Mecânica Comunicação Estratégica

O Brasil tem diversos instrumentos para ampliar as fontes de recursos para o agro. O desafio é ampliar o acesso ao mercado de capitais, melhorar a compreensão sobre os diferentes riscos, fortalecer as garantias e avançar na utilização do seguro rural, segundo especialistas do painel 'Investimento e Financiamento em Tempos Voláteis', na edição histórica de 25 anos do Congresso Brasileiro do Agronegócio, promovido pela Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG) e pela B3.

O Brasil conta com diversos instrumentos capazes de ampliar as fontes de recursos para o agro. Segundo as especialistas do painel “Investimento e Financiamento em Tempos Voláteis”, na edição histórica de 25 anos do Congresso Brasileiro do Agronegócio, que acontece nesta segunda-feira, 10 de agosto, o desafio é ampliar o acesso ao mercado de capitais, melhorar a compreensão sobre os diferentes riscos, fortalecer as garantias e avançar na utilização do seguro rural. O evento é promovido pela Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG) e pela B3 – a bolsa do Brasil.

  • O Brasil tem muitos instrumentos para aumentar o dinheiro para o agro, como os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) e os Fiagros.
  • Quase 600 mil investidores têm aplicações em CRA, com valor médio de R$ 43 mil.
  • O Fiagro tem valor médio de cerca de R$ 1 mil, o que ajuda a democratizar o acesso ao financiamento.
  • Menos de 100 mil produtores rurais têm seguro rural no Brasil, o que é preocupante em um cenário de eventos climáticos extremos.
  • O seguro rural pode ajudar a avaliar riscos e incentivar práticas mais sustentáveis.

“É necessário capacitar o produtor para compreender a análise de crédito e, ao mesmo tempo, fazer com que os agentes do mercado financeiro conheçam melhor a dinâmica da atividade dentro e fora da porteira, inclusive para identificar quais instrumentos de seguro são mais adequados para cada risco”, afirmou Flávia Palacios, diretora da ANBIMA.

Novos instrumentos

Entre os instrumentos que ganharam relevância estão os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA), sustentados por um arcabouço regulatório robusto, e os Fiagros, que abriram novas possibilidades de investimento em ativos e empresas ligados ao agronegócio.

Aproximadamente 600 mil investidores possuem aplicações em CRA, com tíquete médio de R$ 43 mil. No caso do Fiagro, o tíquete médio é de cerca de R$ 1 mil, evidenciando a possibilidade de ampliar e democratizar o acesso ao financiamento do setor. Fabiana Perobelli, superintendente de Relacionamento com Clientes da B3, explicou que instrumentos originados na própria atividade rural também podem alimentar essa estrutura. A CPR (Cédula de Produto Rural) pode se transformar em garantia e integrar operações de CRA e outros instrumentos financeiros.

Julyana Yokota, managing director e especialista setorial da S&P Global Ratings, destacou que volatilidade e risco fazem parte da própria natureza do agronegócio. Por isso, planejamento financeiro, transparência e governança precisam ser incorporados à estratégia das empresas. “Quando falo de governança e transparência, estou falando de acesso a instrumentos que podem oferecer opções melhores para reduzir custos”, avaliou.

Seguro rural

Sobre seguro rural, Monique Cardoso, superintendente de Sustentabilidade da CNseg, comentou que o cenário é preocupante, com menos de 100 mil produtores rurais com seguro no Brasil, ainda mais em um cenário com eventos climáticos extremos mais frequentes e intensos. Ela destacou ainda que o seguro pode funcionar como instrumento para avaliar riscos e incentivar práticas mais sustentáveis e que as informações climáticas podem apoiar produtores, seguradoras, instituições financeiras e demais participantes do mercado de crédito.

Homenagens

Luiz Carlos Corrêa Carvalho, sócio-diretor da Canaplan e presidente do Conselho Estratégico de Alto Nível da ABAG, recebeu o Prêmio Ney Bittencourt de Araújo – Personalidade do Agronegócio, e a pesquisadora da Embrapa Iêda Mendes foi contemplada com o Prêmio Norman Borlaug – Sustentabilidade. As apresentações das homenagens foram feitas por Roberto Rodrigues, professor emérito da FGV, e por Silvia Massruhá, presidente da Embrapa, respectivamente.