Mercado acompanha sinalização do Copom, relatos sobre o Fed e resultados corporativos, enquanto petróleo e minério avançam.
O Ibovespa operava em queda na manhã desta quinta-feira (6), pressionado pelas incertezas sobre os próximos passos do Comitê de Política Monetária (Copom), por relatos de que o Federal Reserve (Fed) pode elevar os juros em setembro e pela repercussão de balanços corporativos. O movimento ocorre mesmo com a alta das commodities e com viés positivo na maioria das bolsas de Nova York.
- O principal índice da B3 caía 0,51%, aos 176.811,16 pontos, às 10h50.
- O Copom reduziu a taxa Selic de 14,25% para 14% ao ano.
- O Fed pode elevar juros em setembro se inflação vier acima do esperado.
- Bradesco registrou lucro recorrente 16,2% maior no 2º trimestre.
- Petrobras divulga balanço após fechamento; lucro pode superar US$ 8 bilhões.
Às 10h50, o principal índice da B3 caía 0,51%, aos 176.811,16 pontos, depois de tocar a mínima de 176.570,35 pontos, baixa de 0,65%. Na abertura, marcou a máxima de 177.720 pontos. Na véspera, o Ibovespa encerrou o pregão em queda de 0,09%, aos 177.726,17 pontos.
No cenário local, o mercado ainda digeria a decisão do Banco Central. Na quarta-feira (5), o Copom reduziu a taxa Selic de 14,25% para 14% ao ano e indicou que manterá a porta aberta para as próximas decisões, a depender da evolução dos indicadores econômicos.
Segundo Luan Aral, trader e especialista em dólar da Genial Investimentos, a reação do mercado está mais ligada ao ambiente externo e aos balanços do que à decisão de política monetária. Ele avaliou que a queda do índice era moderada.
Também pesavam no radar relatos de que o presidente do Fed, Kevin Warsh, estaria disposto a elevar os juros na reunião de setembro caso os dados de inflação venham acima do esperado, conforme o Financial Times. Os rendimentos dos Treasuries avançavam, influenciando os juros futuros brasileiros.
No exterior, investidores acompanhavam ainda as negociações para a reabertura do Estreito de Ormuz. O The Wall Street Journal informou que Irã e Omã finalizam um rascunho de acordo para reabrir a rota, por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial. O Brent subia 1,75%, a US$ 80,84 por barril.
Entre as commodities, o minério fechou em alta de 2,57% em Dalian. No noticiário corporativo, o Bradesco registrou crescimento anual de 16,2% no lucro recorrente do segundo trimestre. O ROAE subiu para 16,2%, ante 14,6% no fim de junho de 2025. Perto das 11 horas, as ações ON do banco caíam 1,90% e as PN recuavam 2,16%.
Após o fechamento do mercado, a Petrobras divulgará seu balanço. Segundo o Prévias Broadcast, o lucro da estatal deve superar US$ 8 bilhões, acima dos US$ 4,7 bilhões de um ano antes e dos US$ 6,2 bilhões do primeiro período de 2026. Pela manhã, as ações PN da empresa subiam 0,36%, enquanto as ON avançavam 0,21%.

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