O Banco Central decidiu reduzir a taxa básica de juros, a Selic, para 14% ao ano, em um cenário de cautela. A expectativa é que haja novas reduções, mas isso dependerá da inflação, da economia e do mercado de trabalho, tanto no Brasil quanto no exterior.
O Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) reduziu a Selic para 14% ao ano. A justificativa é que o atual patamar de juros permite alcançar a meta de inflação no médio prazo, embora não tenha havido indicação sobre o que acontecerá nas próximas reuniões.
- A taxa Selic caiu para 14% ao ano, a primeira redução em um período de aperto.
- O Copom deve continuar cortando os juros de forma gradual, com previsão de nova queda para 13,75% em setembro.
- Em novembro, pode haver mais um corte, deixando a Selic em 13,5% ao final de 2026.
- Os próximos cortes dependem da inflação, da atividade econômica e do mercado de trabalho no Brasil.
- O cenário internacional, especialmente os preços do petróleo, também influencia as decisões do Banco Central.
A avaliação é de que o Copom adotará um processo gradual de redução da taxa de juros nas próximas reuniões, com pelo menos mais uma redução, para 13,75% ao ano, na reunião de setembro. É possível, ainda, que um corte adicional ocorra na reunião de novembro, com a Selic encerrando 2026 em 13,5%. Os próximos cortes, entretanto, dependerão do comportamento de variáveis como inflação, atividade econômica e mercado de trabalho da economia doméstica e do cenário internacional, especialmente com relação aos preços do petróleo.

Pedro Raffy Vartanian é professor de Economia na Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM)


