Com o aumento de cursos e mentorias que custam mais de R$ 15 mil, as empresas estão criando formas de pagamento mais flexíveis e um atendimento especial para quem compra e para quem vende. Isso ajuda a reduzir as parcelas não pagas, aumentar o número de vendas e melhorar a experiência dos alunos.
Com o aumento das vendas de produtos digitais caros, como mentorias e cursos de negócios que custam mais de R$ 15 mil, as empresas de educação online estão percebendo que precisam oferecer mais do que apenas formas de pagamento. Elas precisam criar uma experiência completa, com um atendimento especial antes, durante e depois da compra. Isso ajuda a evitar que os alunos deixem de pagar as parcelas e garante que eles continuem no curso.
Reinaldo Boesso, especialista em finanças e CEO da TMB, uma empresa que ajuda infoprodutores a gerenciar pagamentos, explica que vender produtos caros exige um cuidado diferente. Quando alguém paga mais de R$ 15 mil em um curso, espera um tratamento especial em todos os momentos, incluindo a forma de pagar. O suporte financeiro não é só uma parte técnica, mas faz parte da experiência do cliente, disse.
- Muitos brasileiros estão acostumados a parcelar compras: cerca de 60 milhões de pessoas tinham parcelas no fim de 2025, segundo pesquisa da CNDL e SPC Brasil.
- Para evitar calotes, as empresas estão criando lembretes e contatos antes do vencimento de cada parcela.
- Se o aluno tiver dificuldade para pagar, há um atendimento individual para renegociar, sem prejudicar a relação com o curso.
- A TMB criou um serviço especial, chamado TMB Prime, só para operações acima de R$ 15 mil, com um gerente exclusivo para o aluno e para o dono do curso.
- A tendência é que o pagamento seja visto como parte da estratégia de venda, não apenas um detalhe burocrático.
Um novo jeito de cobrar e ser cobrado
Para atender a essa demanda, a TMB desenvolveu o TMB Prime, um serviço especial para negócios acima de R$ 15 mil. Em vez de apenas cobrar as parcelas, a empresa acompanha todo o processo, desde a contratação até o fim do pagamento, com um cuidado maior.
Segundo Boesso, a empresa começa a acompanhar logo no início, ajudando na adaptação do aluno e monitorando os pagamentos. A gente lembra antes de vencer, e se a pessoa tiver qualquer problema, a gente resolve junto, explica.
Pagamento influencia a satisfação do aluno
Especialistas afirmam que, em produtos caros, se o pagamento der problema, o aluno pode desistir do curso. Por isso, é importante que as empresas cuidem bem dessa parte, para manter o aluno no programa e o dinheiro entrando.
Boesso ressalta que muitos empreendedores ainda tratam o dinheiro como uma parte separada, mas que isso está mudando. Quando a gente se aproxima e conversa desde o início, os conflitos diminuem e tudo fica mais saudável. Em produtos caros, essa relação faz toda a diferença, diz.
Mercado quer mais personalização
O crescimento da educação online fez com que mais especialistas criassem programas caros, e isso aumenta a necessidade de soluções financeiras específicas. A tendência é que o financeiro deixe de ser um simples apoio e vire parte importante da estratégia de vendas.
Quem vende produtos digitais caros precisa pensar em toda a jornada do cliente. O pagamento é parte dessa experiência e influencia como ele vê o valor do produto. Quanto mais organizado for esse processo, maiores são as chances de o aluno ficar satisfeito e o negócio prosperar., conclui o executivo.

Reinaldo Boesso, CEO da TMB (Ajustada por IA)




