03 de agosto de 2026

??ºC São Paulo - SP
??ºC Rio de Janeiro - RJ
??ºC Salvador - BA

Dia dos Pais: 72% dos brasileiros pretendem gastar ate R$250

Economia Pesquisa 03/08/2026 09:19 Jessica Barreto (Fresh PR)

Pesquisa inedita da Hibou em parceria com a Score Agency revela que, para a maioria dos brasileiros, o Dia dos Pais de 2026 sera mais sobre reunir a familia do que sobre o valor do presente. A maioria (72%) pretende gastar ate R$250 na data, e 41% dizem que estar todos juntos e o maior presente. A pesquisa tambem mostra que 46% pretendem presentear o pai, e que o almoco em familia nao pode faltar para 33%.

O Dia dos Pais movimenta bilhoes no varejo brasileiro todos os anos, mas tambem expoe uma tensao antiga: a data ainda e sobre afeto, ou ja virou apenas mais um gatilho comercial Quais os planos, os habitos de consumo e os sentimentos do brasileiro para a data em 2026 E o que aponta pesquisa inedita da Hibou em parceria com a Score Agency.

O levantamento tracou o retrato do consumidor: 46% vao presentear o pai neste ano, 22% vao passar o domingo em casa sem receber visitas, e para 33% o que realmente nao pode faltar e o almoco em familia, a frente de qualquer presente.

  • 46% dos brasileiros pretendem presentear o pai neste Dia dos Pais.
  • 72% pretendem gastar ate R$250 no total da comemoracao.
  • 41% dizem que estar todos juntos e o maior presente.
  • 33% afirmam que o almoco em familia nao pode faltar.
  • 22% pretendem ficar em casa sem receber visitas no domingo.

Quase um em cada quatro vai ficar em casa sem visitas

Segundo o levantamento, 22% dos brasileiros vao ficar em casa neste Dia dos Pais sem receber ninguem. Logo atras aparecem os que vao ate a casa do pai ou do sogro (17%) e os que vao receber a propria familia em casa (14%). Esse movimento em direcao a casa dos pais e puxado pelos mais jovens: entre os que tem ate 34 anos, 25% vao para a casa do pai ou do sogro, mais de quatro vezes o registrado entre os brasileiros com 55 anos ou mais (6%). So 7% preferem sair para comemorar em um restaurante, e 12% ainda nao decidiram o que farao no fim de semana.

Entre quem vai ficar em casa sem visitas, o programa favorito e, disparado, dormir e descansar (48%), seguido de maratonar series e filmes (41%) e brincar com criancas e pets (24%). Chama atencao o recorte etario: entre os mais jovens (ate 34 anos), dormir/descansar sobe para 57% e ler um livro aparece com 36%, quase o triplo do registrado entre os brasileiros com 55 anos ou mais (12%).

TV ligada, com Netflix no comando

Entre quem vai passar o Dia dos Pais em casa, 63% afirmam que a TV vai ficar ligada durante o domingo. E, na hora de escolher o que assistir, o streaming lidera: 36% citam a Netflix, a frente da propria Globo (26%) e da TV a cabo (24%). Vale destacar que, entre os brasileiros com 55 anos ou mais, o consumo de TV a cabo sobe para 33%, indicando um publico ainda fiel aos canais fechados.

“O Dia dos Pais de 2026 mostra que a presenca continua valendo mais do que a performance do presente. Quando 41% dizem que estarem todos juntos e o maior presente e 72% pretendem gastar ate R$250 na comemoracao, fica claro que o consumidor nao esta abandonando a data: esta procurando formas mais possiveis e significativas de vive-la. Para as marcas, isso pede menos estereotipos sobre o que e ser pai e mais capacidade de reconhecer diferentes relacoes, legados e formas de demonstrar afeto”, afirma Albano Neto, CSO e CCO da Score Agency.

Pai e quem mais recebe presente

Na hora de definir a lista de presentes, o pai propriamente dito lidera com folga: 46% dos entrevistados vao presenteá-lo, seguido do marido/pai dos filhos (32%) e do proprio entrevistado, que se autopresenteia (20%). Tambem entram na lista o sogro (18%) e o filho que ja e pai, que ganha peso entre os mais velhos: entre os brasileiros com 55 anos ou mais, 26% vao presentear o filho que ja e pai, mais que o dobro da media geral (11%). Por outro lado, 13% dos brasileiros afirmam nao comprar presentes no Dia dos Pais.

Sobre o que faz um bom presente, o dado reforca a tendencia afetiva ja identificada na pesquisa: para 41%, “estarmos todos juntos e o maior presente”; para 38%, o ideal e “aquele que cabe no bolso”; e para 32%, o presente precisa ser util na rotina do pai. Itens de marca renomada praticamente nao pesam na decisao (0%).

Maioria vai gastar ate R$ 250

O momento financeiro tambem molda o comportamento de consumo na data: 34% dos brasileiros afirmam que o orcamento esta mais apertado este ano e, por isso, vao gastar menos do que em anos anteriores. Outros 11% dizem que, mesmo com o bolso mais curto, pretendem manter a tradicao de presentear a familia. Ja 42% afirmam que nada mudou em relacao aos anos anteriores. Na pratica, isso se traduz em tiquetes mais enxutos: 72% dos brasileiros pretendem gastar ate R$250 no total com a comemoracao (incluindo tudo o que for feito para si e para a familia), e apenas 3% pretendem gastar mais de R$ 1.000.

Shopping segue como point das compras

Na hora de comprar o presente, o shopping continua sendo o destino preferido (50%), seguido pelas lojas online das proprias marcas (37%) e pelos marketplaces, como Mercado Livre e Amazon (26%), uso que e maior entre os brasileiros de 35 a 44 anos (34%) do que entre os com 55 anos ou mais (21%). Mas e na internet que a maioria busca inspiracao: 44% pesquisam ideias online antes de decidir o presente, e 27% recorrem a indicacao de amigos ou familiares.

Quanto a influencia na escolha, mais da metade dos brasileiros (51%) prefere decidir sozinho o que vai comprar, enquanto para 38% quem mais influencia e a propria pessoa que vai receber o presente, percentual que sobe para 57% entre os mais jovens (ate 34 anos), sinal de que essa geracao tende a perguntar diretamente o que o pai deseja ganhar. Alias, esse e o processo de escolha mais comum entre todas as faixas etarias: 56% dos entrevistados dizem “buscar descobrir com ele o que quer ganhar” antes de comprar.

Qualidade pesa mais que preco

Entre os fatores mais importantes para fechar a compra do presente, qualidade lidera com 51% das mencoes, a frente de preco (40%) e da opiniao ou pedido do proprio pai (39%). Promocoes e precos especiais tambem pesam para 31% dos entrevistados, enquanto a embalagem para presente e mais valorizada pelos jovens ate 34 anos (27%) do que pelo publico mais velho.

Roupas, calcados e perfumes lideram a lista

Quando o assunto e a categoria do presente, vestuario aparece isolado na lideranca, citado por 74% dos entrevistados, seguido de calcados (51%) e perfumes (42%). Ja entre os proprios pais entrevistados, que representam 34% da amostra, o que eles mais gostariam de ganhar muda um pouco de ordem: vestuario (40%), viagens (35%) e calcados (35%) dividem o podio, com destaque para o desejo por viagens, que sobe para 44% entre os pais de 45 a 54 anos.

O que nao pode faltar na mesa

Ao serem perguntados sobre o que e indispensavel no Dia dos Pais, os brasileiros colocam o almoco em familia em casa no topo (33%), seguido de respeito (30%), uniao (29%) e saude (28%). Itens mais ligados ao consumo, como presentes (12%) e muitas fotos (10%), aparecem bem abaixo na lista, reforcando que, para a maioria, a data ainda e sobre convivencia, e nao sobre produtos.

Heranca dos nossos pais

A pesquisa tambem investigou herancas comportamentais passadas de pai para filho. O amor pelos animais e a mais citada, por 31% dos entrevistados, seguida de habilidades manuais, como cozinhar ou fazer pequenos reparos em casa (30%), e a torcida pelo mesmo time de futebol (29%). O gosto por viagens pelo Brasil e pelo mundo tambem herdado do pai e mencionado por 28% dos entrevistados. Por outro lado, 15% afirmam que o pai nao foi presente em suas vidas, e 24% dizem nao acreditar ter herdado nada dele.

Emocao pesa mais que promocao nas campanhas

Quando o assunto e publicidade, os brasileiros dizem se importar mais com a mensagem de valores como respeito, amor e diversidade (27%) e com a emocao da historia contada (25%) do que, propriamente, com promocoes e descontos anunciados (18%). Representatividade, pais reais, de diferentes perfis e contextos, e especialmente valorizada pelos mais jovens ate 34 anos (37%, contra 14% entre os que tem 45 a 54 anos).

Ainda assim, campanhas de Dia dos Pais nem sempre acertam o tom: 16% dos entrevistados afirmam ja terem se sentido incomodados, entre “muito” (7%) e “algumas vezes” (9%). Entre os motivos, o mais citado e se sentir constrangido por uma comunicacao que tenta “forcar” uma situacao (47%), seguido por estar vivendo um momento pessoal vulneravel (20%) e a comunicacao remeter a perda do proprio pai ou filho (19%), percentual que sobe para 29% entre os brasileiros com 55 anos ou mais.

“O brasileiro nao abandonou o significado emocional da data, mas esta mais critico com o excesso de apelo comercial. Marcas que equilibrarem proposito e simplicidade tendem a se conectar melhor com esse publico em 2026”, afirma Ligia Mello, CSO da Hibou.

Entre a saudade e o comercial

Quando o assunto e o significado da data, os brasileiros se dividem: para 26%, o Dia dos Pais e, acima de tudo, uma oportunidade de reconhecer o valor dos pais e agradecer; para 24%, e a chance de reunir a familia para almocar junto. Mas nem tudo e celebracao: 22% enxergam a data como “so mais uma data comercial”, e 18% associam o dia a uma saudade imensa, sentimento que salta para 35% entre os brasileiros com 55 anos ou mais, evidenciando o peso da perda e da ausencia paterna nessa faixa etaria.

Essa percepcao de comercializacao tambem aparece quando 32% dos entrevistados afirmam que o Dia dos Pais esta “mais comercial e mais caro” a cada ano, opiniao ainda mais forte entre os jovens ate 34 anos (39%). Por outro lado, 21% notam a data ficando mais emotiva, com foco em aproveitar o momento, e 27% dizem que nada mudou nos ultimos anos.

Metodologia

A pesquisa “Dia dos Pais” foi realizada pela Hibou Pesquisas & Insights em parceria com a Score Agency, the re/shape agency, em julho de 2026. O levantamento ouviu 1.251 respondentes em todo o Brasil, por meio de painel digital, com margem de erro de 2,7 pontos percentuais. A amostra contemplou brasileiros com 18 anos ou mais, de todos os generos, e das classes sociais A, B, C, D e E.