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Banco do Brasil moderniza 43 mil caixas eletrônicos e acelera mudança tecnológica

Economia Tecnologia 31/07/2026 14:27 Heitor Buarque - Engaje! Comunicação

O Banco do Brasil atualizou mais de 43 mil caixas eletrônicos em todo o país, usando um sistema de código aberto. Isso tornou a entrega de novos serviços até cinco vezes mais rápida, reduziu o tempo de criação de programas em até 74% e deixou tudo mais seguro e eficiente, beneficiando milhões de clientes.

O Banco do Brasil concluiu a modernização de mais de 43 mil caixas eletrônicos espalhados pelo país. Este projeto, que usou soluções da empresa SUSE, padronizou uma das maiores redes de bancos do mundo. Com isso, o banco conseguiu entregar novos serviços até cinco vezes mais rápido e reduziu o tempo de criação de programas em até 74%.

Esta mudança acontece em um momento em que os bancos precisam equilibrar o avanço dos serviços digitais com a manutenção de equipamentos físicos, que ainda são muito importantes para milhões de brasileiros. O Banco do Brasil, que tem cerca de 88 milhões de clientes no Brasil e no exterior, queria deixar sua estrutura mais rápida, padronizada e segura, especialmente para serviços como o PIX.

  • O que mudou O banco trocou vários sistemas operacionais diferentes por um único, mais moderno e seguro, chamado SUSE Linux.
  • Entrega mais rápida: Agora, novos serviços e funções podem ser colocados nos caixas eletrônicos até cinco vezes mais rápido do que antes.
  • Menos tempo de trabalho: O tempo para criar e testar novos programas caiu em até 74%, o que significa economia e mais agilidade.
  • Equipamentos mais antigos: Com o novo sistema, os caixas eletrônicos podem funcionar por mais tempo (de 10 a 13 anos) sem precisar ser trocados, o que gera uma grande economia.
  • Mais segurança: O banco adotou tecnologias de segurança mais modernas, como o TPM, para proteger os caixas contra ataques cibernéticos.

O problema que precisava ser resolvido

Antes da modernização, o banco usava vários sistemas operacionais diferentes, o que tornava o gerenciamento mais complicado, dificultava a criação de novos serviços e exigia mais esforço das equipes de tecnologia.

A solução encontrada

Para resolver isso, o Banco do Brasil começou a usar as soluções da SUSE em 2013. Em 2017, padronizou todos os terminais de suas agências com esse sistema. Apesar da confiabilidade, novos desafios surgiram, principalmente com os caixas eletrônicos, que têm um ciclo de vida longo (10 a 13 anos) e precisam de sistemas seguros mesmo em equipamentos mais antigos.

Como a modernização foi feita

O banco adotou o SUSE Linux Enterprise Server e o SUSE Linux Enterprise Desktop para criar uma base única para todos os sistemas. Isso simplificou processos, aumentou a produtividade e reduziu erros. Além disso, foi implementado um processo automatizado de implantação de software, o SUSE Open Build Service (OBS), que eliminou etapas manuais e garantiu que todos os caixas recebessem as atualizações de forma padronizada.

"Com as soluções da SUSE, conseguimos criar um sistema automatizado. Os desenvolvedores do banco não enfrentam mais problemas com dependências de programas. Eles simplesmente enviam o código, e o sistema o empacota automaticamente para ser enviado aos caixas", explica Berthonio de Medeiros Lucena, gerente de TI do Banco do Brasil.

Ganhos de segurança e eficiência

Além de ganhar mais produtividade, a modernização permitiu que os softwares instalados nos caixas evoluíssem continuamente, mesmo em equipamentos com mais de dez anos de uso. Isso prolonga a vida útil dos caixas e evita gastos com trocas frequentes de hardware. O uso do sistema da SUSE também fortaleceu a segurança, garantindo um ambiente mais confiável para a operação de milhares de dispositivos em todo o país.

Uma tendência no setor financeiro

Este projeto acompanha uma tendência dos bancos de adotar tecnologias de código aberto. Isso permite que as instituições tenham mais controle sobre sua tecnologia, reduzam a dependência de um único fornecedor e ganhem mais flexibilidade para inovar em áreas consideradas essenciais para o seu funcionamento.

"Projetos como o do Banco do Brasil mostram como é possível modernizar estruturas importantes sem parar as operações. A padronização e a automação são essenciais para acelerar o desenvolvimento e garantir a segurança", afirma Marcos Lacerda, presidente da SUSE América Latina.

Com a modernização concluída, o Banco do Brasil agora opera uma das maiores redes de caixas eletrônicos do mundo com uma tecnologia padronizada, preparada para evoluir continuamente, ter mais eficiência e responder mais rapidamente às necessidades do mercado.