31 de julho de 2026

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Loteamentos continuam crescendo mesmo com juros altos e defendem a legalidade

Economia Loteamentos 31/07/2026 13:19 Caio Portugal, presidente da AELO

O mercado de loteamentos está mostrando força mesmo com os juros altos no Brasil. As pessoas continuam comprando lotes porque veem neles uma forma segura de ter casa própria e de investir dinheiro. As vendas estão crescendo em várias cidades, e os estoques de lotes estão diminuindo, o que mostra que a procura é grande.

O primeiro semestre de 2026 confirmou algo que o setor de loteamentos já vinha mostrando nos últimos anos: mesmo com juros altos, a procura por lotes urbanizados continua forte no Brasil. A taxa Selic, que chegou a 15% ao ano e caiu para 14,25%, ainda não é suficiente para liberar totalmente o crédito e os investimentos maiores no setor.

Esse cenário vem desde o ano passado. O movimento mostra que o comprador final continua vendo o lote como uma opção segura de moradia e investimento, mesmo que o custo do financiamento e da produção tenha ficado mais caro.

  • As vendas de lotes cresceram 20% em São Paulo e 17,99% em Cuiabá em 2025.
  • Goiânia movimentou R$ 4,1 bilhões com lotes só no primeiro semestre de 2026.
  • Os lançamentos de lotes caíram 23% no primeiro trimestre de 2026, mas as vendas ainda estão altas.
  • Os estoques de lotes estão diminuindo, sinal de que a procura continua grande.
  • Investir em lote é visto como um bom negócio porque o dinheiro inicial é menor e o valor do terreno tende a aumentar.

Se no ano passado, São Paulo, maior mercado do país, teve alta de 15% em relação ao ano anterior, com crescimento de 20% nas vendas, Cuiabá movimentou R$ 5,7 bilhões em 2025, com alta de 17,99% no faturamento, e Goiânia registrou R$ 4,1 bilhões apenas no primeiro semestre; os números do primeiro trimestre de 2026 mostraram queda nos lançamentos, mas alta nas vendas.

Levantamento da Brain Inteligência Estratégica para AELO e Secovi-SP mostra que os lançamentos de lotes registraram queda de 23% no primeiro trimestre de 2026 em relação ao mesmo período do ano passado, enquanto as vendas caíram 16%. Apesar da desaceleração, os estoques continuam caindo, sinalizando que a procura pelo lote urbanizado como opção de moradia e investimento continua.

Esses dados reforçam um ponto central: investir em lote é um bom negócio. O dinheiro inicial menor em relação a um imóvel pronto, combinado com a valorização constante da terra urbanizada nos últimos anos, faz do loteamento um investimento atraente tanto para quem busca moradia quanto para quem pensa em construir patrimônio de médio e longo prazo. Ainda assim, sabemos que esse potencial só se realiza plenamente quando o comprador investe em um produto regular, com aprovação municipal, ambiental e registro em cartório o que nos leva ao papel que a AELO tem desempenhado há 45 anos.

Olhando para o segundo semestre, a expectativa da AELO é de continuidade no crescimento das vendas e manutenção da valorização dos preços, acompanhando a maior qualidade dos projetos e a queda gradual da Selic. Historicamente, é também no segundo semestre que se concentram mais aprovações e lançamentos, o que deve aumentar a oferta justamente no momento em que o crédito tende a ficar mais barato. Quando a taxa básica de juros se mantém elevada por muito tempo, os setores produtivos e o de loteamentos não é exceção ficam abaixo de sua capacidade de gerar emprego, renda e novos empreendimentos. Não há alternativa: responsabilidade fiscal e queda sustentada da Selic são condições necessárias para que o setor aumente a oferta de lotes em todas as faixas de renda.

O que os números do primeiro semestre deixam claro é que o setor de loteamentos está passando por um momento de maturidade. Mesmo com juros ainda altos, a procura por lotes urbanizados continua aquecida, os estoques estão em níveis saudáveis e a valorização segue consistente em praças espalhadas por todo o país. Cabe à AELO, com seus mais de mil associados, continuar trabalhando para que esse crescimento aconteça dentro da legalidade protegendo o comprador, fortalecendo as empresas sérias e ajudando a construir cidades mais ordenadas e sustentáveis em todo o Brasil.