Os preços na região metropolitana de Belo Horizonte tiveram uma queda de 0,12% em julho de 2026, a primeira vez que isso acontece este ano. A queda foi puxada por alimentos como tomate, batata e banana, que ficaram mais baratos. Isso é um alívio para o bolso do consumidor, mesmo com alguns itens tendo subido de preço, como energia elétrica e passagens aéreas.
Diferente do que o mercado financeiro esperava, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) caiu 0,12% na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) em julho. Essa queda só não foi maior do que a registrada em Belém, que teve -0,22%. Isso indica que a capital mineira pode ter tido o primeiro mês com deflação em 2026.
- O IPCA-15 é uma prévia da inflação oficial e ajuda a entender como os preços estão se comportando.
- A queda nos preços foi puxada principalmente por alimentos que fazem parte da cesta básica.
- Tomate, batata e banana prata foram os itens que mais baratearam, com quedas de até 20%.
- Mesmo com a queda geral, alguns itens como energia elétrica e passagens aéreas subiram de preço.
- A inflação acumulada em 12 meses na RMBH é de 3,60%, a segunda menor entre as regiões pesquisadas.
O acumulado em 12 meses na RMBH ficou em 3,60%, o segundo menor resultado entre as áreas pesquisadas. A região metropolitana de Curitiba tem o menor valor, com 3,36%. A média nacional da inflação acumulada é de 4,52%, um pouco acima da meta do Banco Central.
Grupos que tiveram queda de preços
Na RMBH, quatro grupos de produtos e serviços tiveram queda de preços: Alimentação e bebidas (-1,21%), Vestuário (-0,65%), Saúde e cuidados pessoais (-0,02%) e Educação (-0,01%).
Grupos que tiveram alta de preços
Cinco grupos tiveram aumento de preços: Artigos de residência (0,84%), Transportes (0,51%), Despesas pessoais (0,28%), Habitação (0,20%) e Comunicação (0,15%).
Entre os itens que mais subiram para os moradores da RMBH está a energia elétrica residencial, que aumentou 1,37% por causa do reajuste de 5,21% na conta de luz da Cemig, que começou a valer no dia 28 de maio. A passagem aérea também ficou 13,6% mais cara, impactando o bolso.
Mesmo com os aumentos em cinco grupos, houve deflação na prévia da inflação por causa das quedas grandes nos preços de alimentos importantes. O tomate caiu 20,79%, a banana prata ficou 11,68% mais barata e o café moído teve uma queda de 4,66%.
Veja os 20 itens que ficaram mais caros na RMBH em julho (em %)
- Manga: 14,67
- Passagem aérea: 13,60
- Banana d'água: 8,38
- Cebola: 7,08
- Alho: 6,53
- Manteiga: 4,55
- Frango inteiro: 3,30
- Óleo lubrificante: 3,09
- Acessórios e peças: 3,03
- Chuveiro elétrico: 2,93
- Frango em pedaços: 2,59
- Reforma de estofado: 2,52
- Despachante: 2,45
- Mandioca (aipim): 2,44
- Artigos de iluminação: 2,41
- Computador pessoal: 2,39
- Televisor: 2,36
- Óculos de grau: 2,35
- Manicure: 2,26
- Ônibus interestadual: 2,24
Veja os 20 itens que ficaram mais baratos na RMBH em julho (em %):
- Tomate: -20,79
- Batata inglesa: -20,03
- Banana prata: -11,68
- Laranja lima: -11,54
- Melancia: -11,37
- Maçã: -8,62
- Laranja pera: -6,91
- Seguro voluntário de veículo: -5,48
- Café moído: -4,66
- Brócolis: -4,62
- Mamão: -4,27
- Alface: -3,45
- Ovo de galinha: -3,23
- Feijão carioca: -3,21
- Maionese: -3,13
- Fogão: -3,00
- Bijuteria: -2,99
- Gás de botijão: -2,79
- Picanha: -2,78
- Agasalho feminino: -2,65

Batata inglesa é um dos itens da cesta básica (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)


