28 de julho de 2026

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Preços caem em BH: entenda a primeira deflação de 2026

Economia Deflação 28/07/2026 17:25 Cinthya Oliveira - O TEMPO otempo.com.br

Os preços na região metropolitana de Belo Horizonte tiveram uma queda de 0,12% em julho de 2026, a primeira vez que isso acontece este ano. A queda foi puxada por alimentos como tomate, batata e banana, que ficaram mais baratos. Isso é um alívio para o bolso do consumidor, mesmo com alguns itens tendo subido de preço, como energia elétrica e passagens aéreas.

Diferente do que o mercado financeiro esperava, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) caiu 0,12% na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) em julho. Essa queda só não foi maior do que a registrada em Belém, que teve -0,22%. Isso indica que a capital mineira pode ter tido o primeiro mês com deflação em 2026.

  • O IPCA-15 é uma prévia da inflação oficial e ajuda a entender como os preços estão se comportando.
  • A queda nos preços foi puxada principalmente por alimentos que fazem parte da cesta básica.
  • Tomate, batata e banana prata foram os itens que mais baratearam, com quedas de até 20%.
  • Mesmo com a queda geral, alguns itens como energia elétrica e passagens aéreas subiram de preço.
  • A inflação acumulada em 12 meses na RMBH é de 3,60%, a segunda menor entre as regiões pesquisadas.

O acumulado em 12 meses na RMBH ficou em 3,60%, o segundo menor resultado entre as áreas pesquisadas. A região metropolitana de Curitiba tem o menor valor, com 3,36%. A média nacional da inflação acumulada é de 4,52%, um pouco acima da meta do Banco Central.

Grupos que tiveram queda de preços

Na RMBH, quatro grupos de produtos e serviços tiveram queda de preços: Alimentação e bebidas (-1,21%), Vestuário (-0,65%), Saúde e cuidados pessoais (-0,02%) e Educação (-0,01%).

Grupos que tiveram alta de preços

Cinco grupos tiveram aumento de preços: Artigos de residência (0,84%), Transportes (0,51%), Despesas pessoais (0,28%), Habitação (0,20%) e Comunicação (0,15%).

Entre os itens que mais subiram para os moradores da RMBH está a energia elétrica residencial, que aumentou 1,37% por causa do reajuste de 5,21% na conta de luz da Cemig, que começou a valer no dia 28 de maio. A passagem aérea também ficou 13,6% mais cara, impactando o bolso.

Mesmo com os aumentos em cinco grupos, houve deflação na prévia da inflação por causa das quedas grandes nos preços de alimentos importantes. O tomate caiu 20,79%, a banana prata ficou 11,68% mais barata e o café moído teve uma queda de 4,66%.

Veja os 20 itens que ficaram mais caros na RMBH em julho (em %)

  • Manga: 14,67
  • Passagem aérea: 13,60
  • Banana d'água: 8,38
  • Cebola: 7,08
  • Alho: 6,53
  • Manteiga: 4,55
  • Frango inteiro: 3,30
  • Óleo lubrificante: 3,09
  • Acessórios e peças: 3,03
  • Chuveiro elétrico: 2,93
  • Frango em pedaços: 2,59
  • Reforma de estofado: 2,52
  • Despachante: 2,45
  • Mandioca (aipim): 2,44
  • Artigos de iluminação: 2,41
  • Computador pessoal: 2,39
  • Televisor: 2,36
  • Óculos de grau: 2,35
  • Manicure: 2,26
  • Ônibus interestadual: 2,24

Veja os 20 itens que ficaram mais baratos na RMBH em julho (em %):

  • Tomate: -20,79
  • Batata inglesa: -20,03
  • Banana prata: -11,68
  • Laranja lima: -11,54
  • Melancia: -11,37
  • Maçã: -8,62
  • Laranja pera: -6,91
  • Seguro voluntário de veículo: -5,48
  • Café moído: -4,66
  • Brócolis: -4,62
  • Mamão: -4,27
  • Alface: -3,45
  • Ovo de galinha: -3,23
  • Feijão carioca: -3,21
  • Maionese: -3,13
  • Fogão: -3,00
  • Bijuteria: -2,99
  • Gás de botijão: -2,79
  • Picanha: -2,78
  • Agasalho feminino: -2,65