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Brasil tem 73 milhões de negativados e aposta em IA de voz para recuperar crédito

Economia Inadimplência 27/07/2026 12:52 Iago Almeida (HVOICE Cobrança)

Com 73 milhões de brasileiros com nome sujo, um novo recorde, empresas de cobrança estão usando inteligência artificial de voz para negociar dívidas de forma mais gentil e eficiente, sem precisar de um atendente humano.

Com 73 milhões de consumidores negativados no Brasil, segundo levantamento de fevereiro da CNDL e do SPC Brasil, empresas de crédito e recuperação financeira enfrentam um grande desafio: cobrar sem desgastar o cliente. Nesse cenário, a HVOICE Cobrança, empresa especializada em inteligência conversacional, está usando IA de voz para negociar com clientes de forma automática e personalizada.

  • Cerca de 73 milhões de brasileiros estão com o nome sujo, um recorde histórico.
  • A faixa etária entre 30 e 39 anos é a que mais tem dívidas.
  • A IA consegue analisar 100% das conversas e identificar o melhor momento para oferecer um acordo.
  • A tecnologia pode fechar acordos, enviar boletos e atualizar o sistema sem ajuda humana.
  • Especialistas dizem que a IA deixa a cobrança menos chata e mais eficiente.

Esse número recorde de inadimplência está forçando bancos, financeiras e empresas de cobrança a mudarem a forma de trabalhar. Antes, eles usavam sistemas que ligavam várias vezes, o que irritava os clientes. Agora, a ideia é usar uma tecnologia mais inteligente, que entende a situação financeira de cada pessoa e propõe acordos justos durante a própria conversa.

Como a IA vai ajudar na cobrança

A HVOICE Cobrança quer substituir a cobrança chata por uma conversa mais educada e útil, feita por inteligência artificial. A tecnologia usa ferramentas como Speech Analytics e Conversation Analytics para analisar todas as conversas entre empresas e clientes. Ela descobre padrões de comportamento, as principais reclamações e o momento certo para oferecer um desconto ou parcelamento. Assim, as empresas podem criar estratégias mais eficientes, diminuindo o estresse do consumidor e aumentando as chances de receber o dinheiro.

Wanderly Limeira, diretor de Produto da HVOICE Cobrança, explica que o aumento da inadimplência exige uma mudança na forma como as empresas tratam os clientes. "Cobrança é, acima de tudo, uma conversa sobre confiança. Em 2026, o sucesso de uma operação não é mais medido por quantas pessoas foram contatadas, mas por quantas conseguiram chegar a uma solução", afirma.

Cobrança com mais eficiência e menos custo

A pressão sobre as cobranças cresce junto com o número de devedores. Os dados mostram que a faixa etária entre 30 e 39 anos é uma das que mais deve, refletindo um problema maior de endividamento e dificuldades de renda. Nesse cenário, depender apenas de pessoas para fazer cobranças em grande escala fica cada vez mais difícil. A tecnologia de voz autônoma aparece como uma alternativa para atender mais clientes sem perder a personalização. Estudos do Gartner indicam que, até 2026, cerca de 60% das cobranças em grandes empresas devem ser feitas por robôs de voz, usando inteligência artificial.

Além de aumentar a quantidade de contatos, a inteligência artificial também melhora os resultados. Um estudo da McKinsey & Company mostra que o uso de IA no crédito e na cobrança pode aumentar a eficiência em até 20% e reduzir os custos dos centros de atendimento em até 30%. Isso acontece porque a tecnologia automatiza partes importantes do processo e evita retrabalho.

Empatia em escala

Para a HVOICE Cobrança, esse modelo cria o que chamam de "empatia em escala". A inteligência artificial analisa o tom da conversa, identifica objeções e interpreta sinais sobre a capacidade de pagamento do cliente. Com isso, o sistema pode apresentar propostas mais adequadas durante a conversa. Além disso, o sistema consegue fechar acordos, enviar boletos ou links de pagamento e atualizar tudo em tempo real, sem precisar de um atendente humano.

Wanderly Limeira acredita que o aumento da inadimplência e a complexidade das relações financeiras pedem novas formas de conversa entre empresas e consumidores. "Quando a tecnologia consegue entender a situação financeira do cliente e montar uma proposta viável em tempo real, a cobrança deixa de ser apenas pressão e vira uma chance de reconstruir a relação com o consumidor", conclui.