27 de julho de 2026

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Vendas no varejo físico caem 2,6% em junho, aponta pesquisa

Economia Varejo 27/07/2026 12:51 Katrina Coelho, NB Press Comunicação

O varejo físico brasileiro fechou junho com queda de 2,6% nas vendas em relação ao mesmo mês do ano passado. As lojas de shopping cresceram 1,21%, enquanto as lojas de rua tiveram retração de 2,25%. O fluxo de consumidores também variou entre os diferentes tipos de lojas.

O varejo físico brasileiro fechou junho de 2026 com uma queda de 2,6% no faturamento em comparação com o mesmo mês do ano passado. Essa informação é do Índice de Performance do Varejo (IPV), feito pela empresa HiPartners. A pesquisa mostra que o desempenho foi bem diferente entre os tipos de loja: enquanto os shoppings tiveram um aumento de 1,21% nas vendas, as lojas de rua registraram uma queda de 2,25%.

Flávia Pini, sócia da HiPartners, explica que junho continuou mostrando um comportamento misto. "Os dados indicam que o consumidor está mais seletivo. Nos shoppings, as vendas cresceram mesmo com o número de visitantes estável. Já nas lojas de rua, mais pessoas entraram, mas compraram menos".

  • Queda geral: o faturamento do varejo físico caiu 2,6% em junho de 2026, comparado a junho de 2025.
  • Diferença entre lojas: enquanto os shoppings venderam 1,21% a mais, as lojas de rua venderam 2,25% a menos.
  • Fluxo de clientes: as lojas de rua receberam 1,1% mais visitantes, mas isso não gerou mais vendas. Nos shoppings, o fluxo caiu 0,3%.
  • Regiões em destaque: o Centro-Oeste foi a região que mais cresceu, com alta de 33,7% no fluxo de clientes e 1,17% no faturamento.
  • Setores que mais venderam: móveis e eletrodomésticos tiveram um aumento de 17,96% nas vendas, e outros artigos de uso pessoal e doméstico cresceram 13,96%.

Como foi o fluxo de clientes nas lojas

Na visitação, as lojas de rua receberam 1,1% mais consumidores do que em junho de 2025. Já os shoppings tiveram uma pequena queda de 0,3% no fluxo de pessoas. Isso mostra que ter mais clientes na loja nem sempre significa vender mais.

Ticket médio: quanto cada cliente gastou

O ticket médio nacional, que é o valor médio gasto por cliente, caiu 0,4% na comparação anual. Por região, o Centro-Oeste teve o maior aumento, com 3,2%, seguido pelo Sul, com 1,6%. Já Nordeste, Norte e Sudeste tiveram quedas de 0,5%, 0,2% e 0,2%, respectivamente.

Desempenho por região do Brasil

Na análise do fluxo de consumidores, o Centro-Oeste liderou com um crescimento impressionante de 33,7%. O Nordeste também foi bem, com alta de 11,8%, e o Sudeste cresceu 1,1%. Por outro lado, o Norte teve uma queda de 28,9% e o Sul, de 5% na visitação.

Já no faturamento, apenas Centro-Oeste e Sul tiveram alta, com 1,17% e 0,44%, respectivamente. As regiões Sudeste, Nordeste e Norte fecharam o mês com queda nas vendas: -3,19%, -1,83% e -1,22%.

Quais setores mais venderam

Entre os segmentos que o IPV acompanha, os destaques foram móveis e eletrodomésticos, que cresceram 17,96%, e outros artigos de uso pessoal e doméstico, com um salto de 13,96% no faturamento. Esses foram os setores que mais se destacaram em junho.