24 de julho de 2026

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Gastos com combustível disparam 22,2% nas empresas brasileiras

Economia Combustível 24/07/2026 10:57 Cristina Carvalho (Carvalho Brazil Comunicação)

Uma pesquisa nacional com 1.300 empresas revelou que os gastos com abastecimento de veículos cresceram 22,2% no primeiro semestre de 2026. O estudo mostra que uma gestão mais organizada pode gerar economia de até 20% nesses custos, ajudando as companhias a reduzir desperdícios e melhorar o controle financeiro.

Os gastos das empresas com abastecimento de veículos cresceram 22,2% no primeiro semestre de 2026, de acordo com uma pesquisa nacional feita pela MaxiFrota. No mesmo período, o valor médio gasto por abastecimento subiu 12,5% e o número de vezes que os veículos foram abastecidos aumentou 8,7%.

O estudo ouviu 1.300 empresas de diferentes tamanhos e níveis de organização. Algumas usam tecnologia para controlar o abastecimento, enquanto outras ainda dependem de processos mais simples e manuais.

  • O aumento de 22,2% nos gastos com combustível foi puxado principalmente pela alta dos preços dos combustíveis.
  • Empresas que adotam sistemas de controle podem economizar até 20% nos gastos com abastecimento.
  • A pesquisa mostrou que o número de abastecimentos cresceu 8,7% no primeiro semestre.
  • A falta de tecnologia dificulta identificar desperdícios e desvios de combustível.
  • Gestores que identificam problemas rapidamente conseguem evitar prejuízos maiores.

Segundo a MaxiFrota, uma gestão estruturada pode gerar uma economia potencial de até 20% nos gastos com abastecimento, principalmente em empresas com menor nível de organização. Essa economia vem de controles que ajudam a identificar desperdícios, irregularidades e comportamentos fora do padrão, além de dar mais previsibilidade às despesas. O resultado varia conforme as características de cada empresa e a atuação do gestor.

Em relação ao aumento do gasto médio no período, os dados mostram que a volatilidade dos preços dos combustíveis foi o principal motivo. O resultado também foi influenciado pelo perfil de consumo de cada operação, que muda conforme o tipo de frota, o volume de combustível e a intensidade de uso dos veículos. Nesse cenário, a falta de tecnologia e de controles pode ampliar o impacto nos custos, dificultando o acompanhamento do consumo e a identificação de desperdícios.

Para Paulo Guimarães, CEO da MaxiFrota, as empresas têm pouca capacidade de interferir no preço dos combustíveis, então o principal caminho para reduzir gastos está dentro da própria operação. Isso inclui acompanhar o consumo, estabelecer regras e identificar comportamentos fora do padrão antes que se tornem prejuízo.

"Não basta descobrir um problema depois que o abastecimento já foi pago. Quanto mais cedo o gestor identifica um comportamento fora do padrão, maior é sua capacidade de evitar que aquilo vire prejuízo. É nesse ponto que uma gestão mais estruturada pode transformar custos em eficiência", afirma Guimarães.

Com os custos operacionais em alta, as empresas estão buscando cada vez mais uma gestão integrada das frotas, conectando dados de abastecimento, manutenção, telemetria, pedágio e outras despesas. Ao mesmo tempo, cresce a procura por plataformas mais flexíveis, que se adaptam às necessidades de cada negócio.

Eficiência na gestão

Com tecnologia própria, desenvolvida internamente, a MaxiFrota permite configurar regras de abastecimento de acordo com as características de cada operação, considerando fatores como veículo, motorista, horário, tipo de combustível, capacidade do tanque, rota e estrutura hierárquica. A plataforma também permite criar novos relatórios, regras e funções conforme as necessidades das empresas, dando mais flexibilidade à gestão.

"Cada operação tem seus próprios desafios. Uma empresa pode precisar controlar rotas e motoristas; outra, orçamento, hierarquias ou centros de custo. Por isso, além de robusta, a tecnologia precisa ser flexível para acompanhar essas necessidades. A ferramenta deve se adaptar aos desafios da operação, e não obrigar a operação a se limitar à ferramenta", explica Guimarães.