Com a fadiga das relações online, os eventos presenciais voltaram a ser essenciais para fechar negócios e expandir marcas, especialmente para empresários brasileiros que querem crescer nos Estados Unidos.
Relatórios recentes mostram que os eventos presenciais voltaram a ocupar um espaço importante nas estratégias das empresas para crescer, fazer contatos e fechar novos contratos. A McKinsey descobriu que compradores de empresas usam, em média, dez canais diferentes durante o processo de compra. No Brasil, a ABEOC registrou um aumento de 15,96% na procura por eventos corporativos entre janeiro e maio de 2025, comparado com o mesmo período do ano anterior, segundo a DataEventos.
- Eventos presenciais cresceram 16% no Brasil em 2025.
- Compradores usam até 10 canais diferentes antes de fechar um negócio.
- O digital não substitui a confiança que se constrói pessoalmente.
- Gastos com viagens corporativas devem chegar a US$ 1,57 trilhão em 2025.
- Orlando, nos EUA, virou um ponto de encontro para empresários brasileiros.
Para Franco Scornavacca, conhecido como Kiko do KLB, fundador da MD1 Nexus e empresário que conecta Brasil e Estados Unidos, esse movimento mostra que o excesso de relações digitais fez o encontro presencial voltar a ser importante nos negócios. A MD1 Nexus ajuda empresas a crescer, expandir e conectar empreendedores, investidores e líderes, com foco em brasileiros que querem aproveitar oportunidades em mercados como Orlando.
"O digital encurtou distâncias, mas não substituiu a confiança. Eventos presenciais voltaram ao centro das estratégias porque negócios de alto valor ainda dependem de leitura humana, convivência e credibilidade construída fora da tela", afirma o fundador da MD1 Nexus.
O novo papel do encontro presencial na era multicanal
A retomada não significa abandonar as ferramentas digitais. A própria McKinsey mostra que a jornada de compra nas empresas se tornou multicanal, com empresas usando reuniões presenciais, videoconferências, sites, buscas, inteligência artificial e comércio eletrônico. O ponto, segundo o especialista, é que os encontros presenciais passaram a ser usados com mais critério, principalmente quando envolvem parcerias importantes, busca de oportunidades, expansão e entrada em novos mercados.
O avanço dos encontros empresariais também acompanha a recuperação econômica do setor de eventos. A ABRAPE informou que o consumo no setor de eventos e entretenimento somou R$ 25,33 bilhões no primeiro bimestre de 2026, o maior valor da série histórica desde 2019. O levantamento, baseado em dados do IBGE, do Ministério do Trabalho e da Receita Federal, também aponta que o número de empregos no setor cresceu 84,5% em relação ao período antes da crise sanitária.
Da dispersão digital para ambientes de alta qualidade
Na avaliação do empresário, o crescimento de imersões, missões empresariais, eventos corporativos e encontros exclusivos tem relação direta com a busca por ambientes menos dispersos. "O empresário está cansado de trocar mensagens, entrar em grupos e participar de reuniões que não geram avanço real. Em eventos menores e mais qualificados, a conversa muda de nível porque as pessoas chegam com objetivos mais claros e disposição para construir algo de longo prazo", diz.
Esse movimento também se conecta ao turismo de negócios. A Global Business Travel Association projetou que os gastos globais com viagens corporativas chegariam a US$ 1,57 trilhão em 2025, com expectativa de crescimento de 8,1% em 2026. O relatório considera que as viagens de negócios continuam ligadas a mudanças no comércio, nos investimentos e no comportamento das empresas.
A importância da presença física na expansão internacional
Para empresas brasileiras que olham para os Estados Unidos, encontros presenciais podem reduzir erros comuns em processos de expansão. Segundo o fundador da MD1 Nexus, entrar em outro país exige mais do que uma agenda comercial. "Quando um empresário brasileiro quer crescer nos Estados Unidos, ele precisa entender a cultura de negócios, as regras de relacionamento, a velocidade das decisões e o nível de preparo esperado. Estar no lugar certo, com as pessoas certas, diminui erros e acelera etapas", afirma.
A busca por Orlando como ponto de conexão empresarial entra nesse contexto. Mais conhecida pelo turismo, a região também se consolidou como ambiente de negócios para brasileiros que procuram relacionamento, investimento, licenciamento, expansão de marca e acesso a redes locais. Para o especialista, o destino ganhou relevância porque reúne fluxo internacional, presença brasileira, estrutura para eventos e proximidade com diferentes setores econômicos.
"O evento presencial não é mais sobre reunir muita gente no mesmo espaço. É sobre criar uma curadoria de conexões. Quando isso acontece, o encontro deixa de ser networking genérico e passa a funcionar como uma plataforma de crescimento empresarial", diz.

Lara Visibilidade Estratégica





