21 de julho de 2026

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Doce Magia: fábrica própria ajuda crescimento da rede de confeitaria

Economia Expansão 20/07/2026 10:32 Carolina Lara (Lara Comunicação)

A Doce Magia, rede de confeitaria artesanal de São Paulo, construiu uma fábrica própria de 2.000 metros quadrados para poder crescer sem perder a qualidade. A nova estrutura permite atender até 50 lojas, padronizar os produtos, controlar melhor os ingredientes e garantir que todas as unidades tenham o mesmo sabor e apresentação. A expansão é um desafio para negócios familiares que querem crescer sem descaracterizar a marca.

O setor de franquias no Brasil faturou R$ 301,7 bilhões em 2025, um crescimento de 10,5% em relação ao ano anterior, segundo a Associação Brasileira de Franchising. Só o segmento de alimentação, que inclui bares e restaurantes, movimentou R$ 51,8 bilhões, um aumento de 10,8%. Esses números mostram por que ter uma fábrica própria se tornou uma estratégia importante para redes de alimentação, principalmente para as de confeitaria, que precisam crescer mantendo a qualidade e o mesmo padrão em todas as lojas.

  • A Doce Magia é uma rede de confeitaria artesanal que existe desde 1993 e tem 33 anos de história.
  • A nova fábrica tem 2.000 metros quadrados e pode atender até 50 lojas.
  • O CEO Felipe Noronha diz que a fábrica ajuda a reduzir diferenças entre as unidades e a ter mais controle sobre a qualidade.
  • A produção centralizada permite que as lojas foquem mais no atendimento ao cliente.
  • O Brasil abriu 5,1 milhões de empresas em 2025, um recorde histórico, sendo 96% delas pequenos negócios.

A rede Doce Magia, fundada em 1993, ampliou sua estrutura produtiva com uma fábrica própria de aproximadamente 2.000 metros quadrados. A fábrica foi preparada para atender até 50 lojas e dar suporte ao novo ciclo de crescimento da marca. Segundo Felipe Noronha, CEO e sócio da Doce Magia, a mudança foi pensada para transformar a capacidade produtiva em eficiência operacional.

Quando uma rede de confeitaria cresce, a produção precisa acompanhar o negócio com processos mais organizados. A fábrica própria permite reduzir variações entre unidades e ampliar o controle de qualidade, preservando a consistência de uma marca construída ao longo de 33 anos de tradição, afirma.

A passagem de uma produção artesanal para uma estrutura fabril costuma marcar uma mudança de fase para empresas familiares do setor de alimentação. No varejo de confeitaria, essa transição é ainda mais sensível porque envolve produtos perecíveis, alta dependência de padrão, controle de insumos, regularidade na entrega e capacidade de resposta em datas de maior demanda.

Produção centralizada apoia crescimento

Na prática, a fábrica própria da Doce Magia centraliza etapas da produção, melhora o acompanhamento das fichas técnicas, amplia o controle de qualidade e reduz oscilações entre as lojas. A estrutura também permite que as unidades concentrem mais energia no atendimento, na exposição dos produtos e na experiência do consumidor.

A mudança ocorre em um momento de maior pressão por eficiência no setor de alimentação fora do lar. Pesquisa da Abrasel divulgada em março de 2026 mostrou que 69% dos bares e restaurantes esperavam faturar mais no primeiro trimestre de 2026 em relação ao mesmo período do ano anterior. O avanço da demanda, porém, também aumenta a exigência por operação mais organizada, especialmente para empresas que pretendem ampliar presença física.

Estrutura fabril amplia controle de qualidade

Para Felipe Noronha, crescer sem base produtiva suficiente pode comprometer a percepção do consumidor. O cliente não avalia apenas o sabor. Ele também percebe disponibilidade, tempo de espera, apresentação e regularidade. Se a marca não consegue entregar isso de forma consistente, a expansão deixa de ser oportunidade e passa a gerar risco operacional, diz.

Esse tipo de estrutura também se conecta ao amadurecimento dos negócios familiares no Brasil. Levantamento do Sebrae, com base em dados da Receita Federal, mostrou que o país abriu 5,1 milhões de empresas em 2025, recorde da série histórica. Desse total, mais de 4,9 milhões eram pequenos negócios, o equivalente a 96% das aberturas. Para empresas que buscam crescer além da praça de origem, a profissionalização deixou de ser uma escolha e passou a ser parte da sobrevivência.

Negócio familiar avança em gestão e escala

Na Doce Magia, esse processo envolve padronização, formação de lideranças, revisão de processos e expansão gradual. A fábrica própria passa a funcionar como base operacional para sustentar novas lojas, organizar a produção em maior volume e preservar os atributos que deram origem à marca.

O crescimento precisa respeitar a história da empresa, mas também exige método. A Doce Magia nasceu de uma operação familiar, mas hoje precisa combinar tradição com gestão, processo e capacidade produtiva. É isso que sustenta a próxima fase da marca, afirma Felipe Noronha, CEO e sócio da Doce Magia.

Com cinco unidades próprias e uma fábrica própria de cerca de 2.000 m², a Doce Magia estrutura sua expansão no varejo de confeitaria a partir de três pilares: padronização, eficiência operacional e experiência do cliente. A empresa aposta em crescimento gradual para ampliar presença sem descaracterizar uma marca que nasceu no Alto Tietê e chega aos 33 anos com uma operação mais preparada para escalar.