O sistema do Banco Central permite consultar valores esquecidos em bancos para pessoas vivas ou falecidas. Saiba como verificar e resgatar o dinheiro.
Uma atualização do Banco Central (BC) nesta terça-feira (14) mostra que ainda existem cerca de R$ 6,241 bilhões em valores esquecidos em bancos e outras instituições financeiras. Esse dinheiro pertence a pessoas físicas e empresas.
Do total, mais da metade, cerca de R$ 4,4 bilhões, são recursos esquecidos por mais de 24 milhões de clientes. Já as empresas deixaram para trás cerca de R$ 1,8 bilhão, de um total de 2,2 milhões de companhias.
- O valor total esquecido em março era de R$ 10,6 bilhões.
- Parte desse dinheiro foi para um fundo público usado no programa Desenrola 2.0.
- O Desenrola 2.0 ajuda as pessoas a renegociarem dívidas.
- Mais de 24 milhões de pessoas têm dinheiro para receber.
- Cerca de 2,2 milhões de empresas também têm valores a receber.
Como consultar
Para saber se você tem dinheiro esquecido, primeiro é preciso consultar o site oficial do Banco Central, chamado Sistema Valores a Receber. O endereço é valoresareceber.bcb.gov.br. A consulta pede apenas o CPF e a data de nascimento, para pessoas físicas. Para empresas, é necessário o CNPJ e a data de abertura.
Como resgatar
Se houver valores a receber, o próximo passo é acessar o sistema com a conta GOV. A conta precisa ser nível prata ou ouro e ter verificação em duas etapas ativada. Depois de entrar, você verá o valor disponível e poderá solicitar a devolução.
Se a opção "Solicitar por aqui" estiver disponível, a instituição devolverá o dinheiro via Pix em até 12 dias úteis. Basta escolher uma chave Pix e informar seus dados. Se a opção for "Solicitar via instituição", você precisará entrar em contato com o banco ou financeira pelo telefone ou e-mail informado.
Cuidado com golpes
O Banco Central alerta para golpes. O único site para consulta é o valoresareceber.bcb.gov.br. O BC não envia links nem entra em contato para tratar desses valores. A Caixa também não pede dados pessoais ou senha. Não clique em links suspeitos enviados por e-mail, SMS, WhatsApp ou Telegram. E nunca pague para ter acesso aos valores.

Banco Central - ALÓISIO MAURICIO/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO


