A estimativa é 0,4% maior do que a divulgada em junho. A produção de soja, milho, arroz, feijão, algodão e trigo foi detalhada pela companhia.
A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) atualizou a previsão para a safra de grãos 2025/26. No décimo levantamento do ciclo, divulgado nesta terça-feira (14), a estatal estima uma produção de 360,1 milhões de toneladas. Esse número é 0,4% maior do que o esperado no mês passado.
Se essa meta for atingida, será um aumento de 2,2% em relação à safra anterior, com 7,8 milhões de toneladas a mais de grãos colhidos. A Conab explica que o resultado positivo vem principalmente do aumento da área plantada, já que a produtividade média das lavouras deve ficar estável, em 4.311 quilos por hectare.
- A safra total de grãos deve ser de 360,1 milhões de toneladas, um recorde.
- A soja é a grande estrela, com previsão de 180,6 milhões de toneladas, metade de toda a produção.
- O milho deve render 141,7 milhões de toneladas, quase 40% do total.
- A produção de arroz e feijão deve cair, mas ainda assim garante o abastecimento do país.
- O algodão tem boa produtividade, compensando a redução na área plantada.
Segundo o gerente de Acompanhamento de Safras da Conab, Fabiano Vasconcellos, o clima também ajudou. As chuvas foram favoráveis e o solo ficou com a umidade adequada. Ele disse que, para julho, a previsão é de que essas condições continuem, com uma diminuição normal das chuvas na região central do país.
Soja
A colheita da soja já terminou e deve chegar a 180,6 milhões de toneladas. Esse número representa metade de toda a produção de grãos esperada. O aumento é de 5,3% em relação à safra passada, graças a um crescimento de 2,7% na área plantada, ao uso de tecnologia e ao clima favorável.
Milho
A Conab calcula que a colheita de milho chegue a 141,7 milhões de toneladas. Se confirmado, será um aumento de 0,4% sobre a safra anterior e responderá por quase 40% de toda a produção atual. A primeira safra do cereal, quase toda colhida, deve totalizar 29,6 milhões de toneladas. A segunda safra, com 38,9% da área colhida, deve atingir 109,43 milhões de toneladas, um número abaixo da média dos últimos cinco anos. Para a terceira safra, a expectativa é de 2,7 milhões de toneladas.
Arroz e feijão
A colheita do arroz também terminou, com produção de 11,1 milhões de toneladas, 13,1% a menos do que na safra passada, por causa da redução da área plantada. Já o feijão deve ter uma produção total de 3 milhões de toneladas, 1,4% menor do que no ciclo anterior. Vasconcelos explicou que a segunda safra do feijão sofreu com problemas climáticos, como falta de chuva no Nordeste e geadas no Sul e Sudeste, o que afetou algumas lavouras. Mesmo assim, ele garante que o volume de arroz e feijão colhido é suficiente para abastecer o mercado interno.
Algodão
A produção de algodão está prevista em 4,06 milhões de toneladas de pluma. Cerca de 8,1% da área já foi colhida, 78,4% está em maturação e 13,5% em formação de maçãs. O clima bom ajudou no desenvolvimento das lavouras, aumentando a produtividade em 2,8% em relação à safra 2024/25. Esse ganho compensou a redução de 3,2% na área plantada, que ficou perto de 2 milhões de hectares. Com isso, a expectativa de exportação da fibra pode chegar a 3,38 milhões de toneladas, com um estoque final de 2,67 milhões de toneladas.
Trigo
O trigo, destaque entre as culturas de inverno, está em fase final de plantio. A Conab espera uma redução de 23,5% no volume a ser colhido, estimado em 6 milhões de toneladas. Essa queda é resultado da menor área destinada ao cereal e da expectativa de uma produtividade média mais baixa nas lavouras deste ciclo.

Trator trabalhando em fazenda de soja em Balsas (MA). Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil



