A maioria dos brasileiros não se prepara para passar seus bens para a família quando morre. Isso pode gerar muitos gastos com impostos e taxas, que podem chegar a 20% do valor total do patrimônio. O seguro de vida é uma ferramenta barata e eficiente para ajudar a pagar essas despesas e evitar que a família perca os bens.
Mais de 90% dos brasileiros não estão preparados para a transmissão de bens e heranças, segundo pesquisa do Datafolha. Isso significa que a maioria das pessoas não pensa no que vai acontecer com seus pertences, como casas e carros, quando morrerem. Essa falta de planejamento pode custar caro para a família, que pode ter que pagar entre 10% e 20% do valor de tudo o que foi deixado em taxas e impostos.
O seguro de vida é uma ferramenta que pode ajudar muito nessa situação. Além de não pagar Imposto de Renda sobre o dinheiro que os herdeiros recebem, ele dá acesso rápido ao dinheiro. Assim, a família pode usar esse valor para pagar as despesas do processo sem precisar vender os bens ou se endividar. José Luiz Florippes, diretor de vendas da Omint Seguros, explica que o valor do seguro pode ser usado exatamente para cobrir esses custos.
- 93% dos brasileiros não se preparam para a herança: a pesquisa do Datafolha mostra que a maioria das pessoas não planeja como seus bens serão distribuídos.
- Gastos podem chegar a 20% do patrimônio: taxas e impostos para fazer o inventário podem ser muito altos, consumindo uma boa parte do que foi deixado.
- Seguro de vida é uma solução barata e eficiente: ele oferece dinheiro rápido para a família e não paga Imposto de Renda, ajudando a cobrir as despesas.
- Falta de planejamento pode levar a leilão de bens: se a família não tiver dinheiro para pagar os custos, os bens podem ser vendidos em leilão para quitar as dívidas.
- Conversar sobre herança ainda é um tabu no Brasil: muitas famílias evitam o assunto, o que pode causar problemas e custos altos no futuro.
Sucessão Legítima e Testamentária
No Brasil, existem duas formas de passar os bens para os herdeiros: a sucessão legítima e a testamentária. Na sucessão legítima, a lei define quem vai receber os bens, geralmente os filhos, o cônjuge ou os pais. Já na sucessão testamentária, a pessoa pode escolher livremente o destino de até metade do seu patrimônio, desde que respeite a parte que deve ir para os herdeiros legais.
Em qualquer caso, é preciso abrir um inventário, que é o processo que formaliza a passagem dos bens. Esse processo pode ser feito na justiça, quando há briga entre os herdeiros ou um testamento, ou em cartório, se todos estiverem de acordo. Em ambos os casos, há custos com advogados, taxas de cartório e o ITCMD (Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação), que deve aumentar com a reforma tributária.
E se os herdeiros não derem entrada no inventário
Se os herdeiros não iniciarem o inventário dentro de 60 dias após a morte, começam a ser cobradas multas e juros sobre o ITCMD. Além disso, a família não pode vender ou transferir nenhum bem do falecido. Muitas vezes, a falta de dinheiro para pagar os custos do processo faz com que os bens, como imóveis, sejam levados a leilão para pagar as dívidas.
Esse problema é mais comum do que se pensa e não afeta apenas as famílias ricas. Florippes explica que muitas famílias da classe C têm dificuldade para regularizar a sucessão por falta de dinheiro imediato. O seguro de vida pode ser justamente o recurso que viabiliza o processo e evita a perda de bens.
Educação patrimonial ainda é um desafio entre os brasileiros
No Brasil, falar sobre herança ainda é um tabu, o que faz com que muitas famílias evitem conversas importantes sobre o destino dos bens. Essa falta de preparo pode resultar em dificuldades e altos custos durante o processo de sucessão. Uma pesquisa da Nexus mostrou que 55% das pessoas das classes A, B e C não têm nenhum tipo de planejamento financeiro, o que reforça a necessidade de educação patrimonial.
"É natural que muitas pessoas evitem falar sobre herança, mas planejar é um ato de cuidado com a família. Quando o tema é tratado com antecedência e responsabilidade, é possível garantir tranquilidade financeira para os herdeiros e preservar o patrimônio", afirma Florippes. O seguro de vida pode ser adaptado para diferentes necessidades e perfis, sendo uma opção importante para o momento de mudanças na tributação.



