Mesmo durante a guerra, o governo não deveria ter dado dinheiro para baratear a gasolina e o diesel. Isso só piora a situação, aumenta o consumo e gasta muito dinheiro público.
Durou pouco a atitude de responsabilidade com o dinheiro público do ministro da Fazenda, Dario Durigan, que queria acabar com os subsídios da gasolina. Com o fim do frágil cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã, o ministro decidiu adiar essa decisão e manter o benefício para o combustível.
Mesmo no auge do conflito, o subsídio jamais deveria ter sido colocado sobre o diesel e a gasolina. O motivo é simples: baratear o preço do combustível não vai aumentar a produção de gasolina e diesel. Pelo contrário: o preço alto mostra que o produto está faltando, e baixar o valor artificialmente só vai fazer com que as pessoas consumam ainda mais derivados de petróleo em um momento em que a produção de combustíveis está caindo. Em outras palavras, reduzir o preço não aumenta a produção, mas aumenta o consumo em um momento crítico de escassez, o que pode levar à falta de combustíveis.
- O governo gastou R$ 30 bilhões para baratear a gasolina e o diesel, dinheiro que faz falta em outras áreas.
- Baratear o combustível não faz a produção aumentar, mas faz as pessoas consumirem mais, o que pode causar desabastecimento.
- O subsídio atrapalha o ajuste fiscal que o governo precisa fazer para equilibrar as contas públicas.
- Em ano eleitoral, a decisão de manter o subsídio foi tomada mais para agradar os eleitores do que por responsabilidade econômica.
- O preço dos combustíveis funciona como um sinal de alerta: quando está alto, indica que o produto está escasso e é preciso economizar.
Para a classe política, é difícil entender que, em qualquer mercado, existe um preço de equilíbrio que regula a oferta e a demanda. E interferir neste mecanismo, com certeza, traz consequências negativas.
O impacto na economia e no bolso do cidadão
Além da redução dos estoques de combustíveis, outro efeito do subsídio é nas contas do governo. A sociedade paga, com impostos, para não ter gasolina e diesel mais baratos. O impacto total dessa conta chega a R$ 30 bilhões em um momento em que o governo precisa urgentemente fazer um ajuste fiscal.
A política em ano eleitoral
Mas, em ano eleitoral, a racionalidade econômica acaba ficando em segundo plano. A racionalidade é completamente oposta à capacidade de usar a máquina pública para ganhar as eleições.

Ministro da Fazenda, Dario Durigan


