Thaís Bueno, que trabalha no banco há mais de 18 anos, assume o lugar de Nadege Saad, que foi para outra área. A plataforma digital E-agro quer emprestar mais dinheiro para produtores rurais e empresas do campo.
O E-agro, plataforma digital de crédito para o agronegócio do Bradesco, tem uma nova chefe. Thaís Bueno, uma executiva que trabalha no banco há mais de 18 anos, assumiu o cargo. A missão dela é fazer o E-agro crescer ainda mais, oferecendo crédito de forma rápida e digital para produtores rurais e empresas do setor.
Thaís substitui Nadege Saad, que comandou o E-agro por três anos. Nadege foi para uma nova área dentro do Bradesco, segundo um comunicado do banco divulgado nesta quarta-feira, 8 de julho.
- O E-agro já emprestou mais de R$ 5,6 bilhões pela internet desde que foi criado, em 2023.
- A carteira de crédito da plataforma chegou a R$ 6,3 bilhões no final de 2025.
- Agora, empresas e cooperativas do campo também podem pedir crédito direto na plataforma.
- Thaís Bueno tem mais de 18 anos de experiência no Bradesco e já trabalhou em áreas como cartões e financiamentos.
- A plataforma tem 114 lojas virtuais e 118 parceiros de crédito no seu sistema.
O desafio de crescer em um mercado difícil
O E-agro foi criado em 2023, durante a Agrishow, uma grande feira de agronegócio. Em pouco tempo, a plataforma saiu do zero e já emprestou R$ 5,6 bilhões pela internet. A meta é continuar crescendo no mesmo ritmo, mesmo com o crédito mais difícil no setor.
Quem é a nova chefe do E-agro
Thaís Bueno tem um currículo forte. Ela é formada em Administração pela FAAP, tem um MBA Executivo em Gestão de Negócios pelo Insper e uma especialização em Fintech pela Universidade de Harvard. No Bradesco, ela passou por áreas como Bradesco Cartões, Varejo e Bradesco Financiamentos. Antes de assumir o E-agro, ela era superintendente de Planejamento e Estratégia Digital no Bradesco Financiamentos.
O que muda com a nova chefe
Com Thaís no comando, o E-agro quer ampliar seu alcance. Agora, empresas e cooperativas do campo também podem pedir crédito direto na plataforma. Antes, só os produtores rurais pessoas físicas podiam fazer isso. Com a mudança, empresas como agroindústrias, revendas de insumos e máquinas agrícolas também podem operar no E-agro.
Quem pode usar o E-agro
A plataforma quer atender três tipos de clientes: cooperativas agropecuárias, distribuidores de insumos e máquinas e produtores rurais que já têm CNPJ, geralmente de médio e grande porte. Na prática, isso permite que empresas da cadeia do agro financiem suas próprias operações dentro da plataforma e também ofereçam crédito aos seus clientes.
O que Thaís diz sobre o novo cargo
"Vejo esta posição como uma oportunidade de gerar valor para o dia a dia do produtor, combinando tecnologia, crédito e parcerias estratégicas", disse Thaís em um comunicado. "Acredito que estratégia e inovação só geram impacto quando estão conectadas à realidade de quem vive os desafios do campo. Nosso compromisso é construir um ecossistema cada vez mais relevante, desenvolvendo soluções a partir da escuta ativa e da proximidade com quem produz."
Os números do E-agro
O E-agro tem 45 profissionais trabalhando na plataforma. Até maio de 2026, 114 lojas virtuais e 118 parceiros de crédito faziam parte do sistema. A plataforma já emprestou R$ 5,6 bilhões pela internet e tem uma carteira de crédito de R$ 6,3 bilhões. A meta é continuar crescendo, mesmo com o crédito mais restrito no setor.

Thaís Bueno, nova chefe do E-agro


