08 de julho de 2026

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Fundos privados ajudam a financiar startups no Brasil

Economia Investimento 08/07/2026 08:22 Kassi Bonissoni, Ruralpress

Com a falta de dinheiro público para apoiar novas empresas de tecnologia, os fundos privados de aceleração estão crescendo no Brasil. Eles oferecem uma forma de investir em várias startups ao mesmo tempo, diminuindo os riscos. Um exemplo é a Cyklo, que promete triplicar o valor investido.

Com a falta de dinheiro público para ajudar startups no começo, os fundos privados de aceleração estão se tornando uma opção importante. Eles financiam negócios inovadores e conectam investidores ao mercado de tecnologia. No Brasil, diferente de países como Inglaterra, Canadá, Estados Unidos, Israel e Índia, onde bancos públicos costumam financiar as primeiras etapas, aqui o ecossistema depende principalmente da iniciativa privada para transformar boas ideias em empresas que podem crescer.

  • Os investimentos em venture capital no Brasil cresceram 23% no terceiro trimestre de 2025, totalizando R$ 2,1 bilhões.
  • Fundos privados de aceleração permitem investir em várias startups ao mesmo tempo, reduzindo riscos.
  • A Cyklo, aceleradora com sede na Bahia e escritório em Santa Catarina, já teve um fundo que pode triplicar o capital investido.
  • O Fundo II da Cyklo está aberto para investimentos até o fim de 2025, com previsão de retorno de até 3 vezes o valor aplicado.
  • Investidores podem parcelar o aporte em até R$ 9 mil mensais, facilitando o acesso.

Esse movimento acompanha a recuperação do mercado brasileiro de venture capital. Segundo a ABVCAP e a TTR Data, os investimentos somaram R$ 2,1 bilhões no terceiro trimestre de 2025, um aumento de 23% em comparação com o mesmo período do ano anterior. Isso mostra o maior interesse por empresas inovadoras e cria um ambiente melhor para fundos que focam no desenvolvimento de startups.

O modelo da Cyklo

A Cyklo permite que pessoas físicas e jurídicas invistam diretamente em fundos formados por startups aceleradas. O CEO, Pompeo Scola, explica que o investidor não vira sócio da aceleradora, mas participa do fundo que reúne as startups selecionadas. O primeiro fundo, entre 2020 e 2022, acelerou 20 startups. Cinco delas têm alto potencial e devem dar um retorno de até três vezes o capital investido.

O Fundo II, lançado no fim de 2022, fica aberto para investimentos até o final de 2025. A Cyklo espera repetir o bom desempenho, com retorno de até R$ 3 para cada R$ 1 investido. Scola destaca que, embora seja um investimento de risco, a diversificação entre várias startups reduz os riscos.

Como funciona o investimento

O fundo pode ser comprado por pessoas físicas e jurídicas através de uma carta de intenção. Os investidores entram em uma Sociedade em Conta de Participação (SCP) e recebem uma parte proporcional ao valor investido. Conforme as startups são vendidas ou passam por eventos de liquidez, os lucros são distribuídos entre os cotistas.

Vantagens tributárias e de diversificação

Outra vantagem é o tratamento tributário: enquanto o investidor não vende sua participação, não paga imposto sobre a valorização. O imposto é pago só quando o ganho é realizado, o que pode ser mais eficiente a longo prazo. Além disso, o investidor não aposta em uma única empresa, mas em um portfólio, reduzindo riscos. A Cyklo também oferece suporte com mentorias e acompanhamento, aumentando as chances de sucesso das startups.