07 de julho de 2026

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Copa do Mundo: como aumentar suas vendas no WhatsApp

Economia CopadoMundo 07/07/2026 17:47 Mateus Miranda, CIO na IRRAH Tech

A Copa do Mundo movimenta bilhões de dólares e muda o comportamento dos consumidores. Empresas que se preparam antes, usando dados e conversas inteligentes no WhatsApp, conseguem vender mais e fidelizar clientes. Descubra como transformar o aumento de pedidos em lucro real durante o maior evento de futebol do mundo.

A cada quatro anos, o mercado repete o mesmo movimento: todo mundo olha para a FIFA, para os bilhões que a Copa do Mundo movimenta, para os jogos, mas pouca gente entende quando esse jogo começa. E ele começa muito antes do apito inicial.

Quando olhamos para um evento como a Copa, que movimenta mais de 10 bilhões de dólares, não enxergamos só audiência ou patrocínio. Enxergamos comportamento, picos de intenção, mudanças de rotina, aumento de demanda e um consumidor mais disposto a interagir. Isso muda tudo.

  • A Copa do Mundo movimenta mais de 10 bilhões de dólares a cada edição.
  • O consumidor compra não só por necessidade, mas para viver o momento, como uma TV nova ou um churrasco com amigos.
  • Empresas que se preparam antes do evento conseguem resultados melhores do que as que esperam a demanda chegar.
  • O WhatsApp se tornou o principal canal de vendas, onde o cliente tira dúvidas, compara opções e fecha negócio.
  • Automação sem contexto não funciona; é preciso personalizar a conversa para cada cliente.

Grandes datas não são apenas momentos de venda, mas sim gatilhos de comportamento. A Copa, em especial, cria uma jornada emocional e social muito forte. O consumidor não compra só porque precisa; ele compra porque quer viver aquele momento de forma completa.

É a TV nova para assistir aos jogos com qualidade, é o churrasco com amigos, é o estoque de bebidas, o delivery planejado, a casa preparada, a mesa reservada. É consumo com contexto.

E, quando existe contexto, cria-se o que entendemos como oportunidade. O problema é que muitas empresas ainda esperam a demanda chegar para reagir, quando, na prática, os melhores resultados vêm de quem constrói a demanda antes.

Para atingirmos o maior desempenho, trabalhamos com antecipação, dados e conversa. Antecipação para identificar padrões de consumo antes do pico; dados para entender quem é o cliente, o que ele costuma comprar e em que momento ele está mais propenso a decidir; e a conversa feita do modo certo, com o tom adequado para transformar essa intenção em ação, sem dificuldades.

Os grandes players já entenderam isso há algum tempo. A Samsung não vende apenas televisores; ela vende a experiência de assistir à Copa. O iFood não espera o jogo começar para ativar sua base; ele se antecipa, cria contexto, integra entretenimento, como fez ao conectar a experiência da Panini ao seu ecossistema. Já a Coca-Cola e a Budweiser operam a Copa como uma plataforma global de relacionamento, e não apenas como mídia.

E os números reforçam essa lógica. O aumento do ticket médio antes dos jogos, o volume massivo de pedidos no delivery e o crescimento nas vendas de eletrônicos mostram que o consumo já está em movimento muito antes do início das partidas.

E, com a decisão de compra acontecendo cada vez mais cedo, entra em campo a infraestrutura do marketing conversacional para criar a necessidade, construir a ponte e fechar a venda. Vemos o WhatsApp e os canais de mensagem como o novo ponto de contato, especialmente em datas sazonais. Porque é ali que a decisão acontece; é ali que o cliente conhece o produto, tira dúvidas, compara opções, negocia condições e resolve.

O consumidor da Copa, por exemplo, não quer navegar. Ele quer conversar, perguntar "tem", "entrega hoje", "qual a melhor opção", "consegue reservar". E a empresa que responde primeiro, e melhor, sai na frente.

Mas existe um detalhe que separa operação de resultado em todo esse contexto: a inteligência por trás da conversa.

Automatizar por automatizar não funciona. Fluxos travados, respostas genéricas e dificuldade de acesso a um humano quebram a experiência justamente no momento mais crítico da jornada. Costumo dizer que automação sem contexto é só um robô falando sozinho.

Por outro lado, quando bem aplicada, a tecnologia permite escala com personalização. É possível ativar clientes que já compram determinados produtos, sugerir kits prontos para os jogos, antecipar reservas, criar ofertas dinâmicas e até lembrar o consumidor no timing exato, minutos antes da partida começar.

A Copa do Mundo, assim como a Black Friday ou o Natal, não deveria ser tratada como uma ação promocional. Ela é um teste real de maturidade operacional, de leitura de dados e de capacidade de relacionamento.