07 de julho de 2026

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Copa do Mundo aumenta a venda de celulares no Brasil

Economia Copa 06/07/2026 14:32 Gustavo Francisqueti

Com a Copa do Mundo de 2026, muitas pessoas estão trocando de celular para acompanhar os jogos, estatísticas e conteúdos ao vivo. Isso fez as vendas de aparelhos novos e usados crescerem, ajudando lojas e criando novas oportunidades no mercado de tecnologia.

São Paulo, julho de 2026 Com a Copa do Mundo já em andamento e milhões de brasileiros acompanhando partidas, estatísticas e conteúdos em tempo real pelo celular, o varejo de smartphones registra um aumento na procura por aparelhos mais modernos e com melhor desempenho. Se em outras edições os televisores eram os principais beneficiados pelo torneio, a edição de 2026 reforça uma mudança de comportamento: o celular se tornou uma das principais telas para assistir a grandes eventos esportivos.

  • As vendas de celulares novos e seminovos aumentaram por causa da Copa do Mundo de 2026.
  • As pessoas estão trocando de aparelho para ter melhor qualidade de imagem, bateria e internet.
  • Os celulares seminovos são uma opção mais barata para quem quer um aparelho melhor sem gastar muito.
  • As lojas precisam se organizar melhor para não ficar sem estoque e atender a demanda.
  • A Copa do Mundo está mostrando que o celular é hoje a principal tela de entretenimento para muitos brasileiros.

O avanço das transmissões por streaming, o crescimento das redes sociais e o hábito de acompanhar os jogos fora de casa fizeram do celular um equipamento cada vez mais importante na experiência dos torcedores. Esse movimento tem gerado maior demanda por aparelhos com melhor qualidade de imagem, mais capacidade de processamento e melhor desempenho de bateria e conectividade.

Segundo Maycon Richart, fundador e CEO da MercadoPhone, plataforma especializada em gestão para lojas de celulares, a Copa está funcionando como um grande impulsionador para o consumo de tecnologia.

Estamos vendo muitos consumidores aproveitando o momento para trocar de aparelho. Hoje, grande parte da experiência da Copa acontece pelo celular, seja para assistir aos jogos, acompanhar estatísticas em tempo real, participar de grupos de mensagens ou interagir nas redes sociais. Isso naturalmente aumenta o interesse por dispositivos mais modernos e movimenta todo o mercado, afirma.

O fenômeno também tem ajudado o segmento de celulares seminovos. Em um cenário de maior cuidado com o orçamento das famílias, muitos consumidores optam por aparelhos usados ou recondicionados para ter acesso a modelos mais avançados sem precisar gastar muito em lançamentos.

Para o executivo, o mercado de seminovos vem ganhando destaque justamente por unir tecnologia e bom custo-benefício.

Muitos consumidores querem melhorar sua experiência digital durante a Copa, mas sem comprometer o orçamento. Os seminovos acabam sendo uma alternativa muito atrativa, porque permitem acessar recursos mais avançados por um investimento bem menor, explica.

Para os lojistas, no entanto, o aumento da demanda traz desafios na operação. O período exige maior controle de estoque, agilidade na reposição de produtos e atenção redobrada à procedência dos aparelhos, especialmente nas lojas que trabalham ao mesmo tempo com celulares novos e seminovos.

Em períodos de maior movimento, a diferença entre ganhar ou perder vendas está na capacidade operacional da loja. Quem consegue controlar estoque, rastrear aparelhos e acompanhar as vendas em tempo real responde mais rapidamente às mudanças de demanda e consegue aproveitar melhor as oportunidades do mercado, destaca Richart.

Esse cenário reforça uma transformação que já vinha sendo observada pelo setor. À medida que o celular se consolida como principal dispositivo de consumo digital para milhões de brasileiros, grandes eventos esportivos passam a ter impacto direto no mercado de dispositivos móveis, criando oportunidades para fabricantes, varejistas e empresas que atuam no ecossistema de tecnologia.

Para especialistas, a Copa do Mundo de 2026 deve consolidar ainda mais essa tendência, reforçando o papel do celular como uma das principais plataformas de entretenimento, informação e interação durante eventos de grande audiência.