06 de julho de 2026

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Projeto ensina e acelera pequenos negócios na Amazônia e Nordeste

Economia Empreendedorismo 06/07/2026 09:06 Jéssica Amaral (DePropósito Comunicação de Causas)

Um programa gratuito oferece capacitação presencial e pelo WhatsApp para jovens empreendedores de 18 a 35 anos. Três histórias mostram como o projeto ajuda a transformar sonhos em negócios de sucesso, gerando renda e valorizando a cultura local.

Recomeçar em um novo país, transformar uma receita de família em um negócio ou apostar em um sonho durante a pandemia. Essas são histórias de três pessoas que participaram do Projeto Negócio Raiz, da Aliança Empreendedora. Elas agora estão na fase de aceleração do programa, depois de receberem treinamentos presenciais e online para fortalecer pequenos negócios da sociobioeconomia.

  • O projeto já ajudou mais de 1800 jovens entre 18 e 35 anos no Norte e Nordeste.
  • Denis, da Venezuela, recomeçou a vida no Brasil vendendo artesanato e hoje tem uma loja de acessórios.
  • Késsia, no Maranhão, aprendeu a gerenciar melhor sua confeitaria e a valorizar os recursos locais.
  • Pedro, em Recife, criou sua doceria durante a pandemia e foi vice-campeão de um concurso de confeitaria.
  • O terceiro ciclo do projeto vai acelerar cerca de 200 novos empreendedores online.

Uma dessas histórias é a de Denis Alejandrina Infante Reyes, de 27 anos, que mora em Boa Vista (RR). Ela chegou ao Brasil em 2018 e começou vendendo pulseiras de macramê. Hoje, com a loja Alê Acessórios, vende de tudo: brincos, perfumes, óculos e até tênis.

Denis entrou no projeto querendo aprender a estruturar melhor seu negócio. "Minha empresa já existia, mas eu precisava de orientação e estratégias para crescer", diz. Ela conta que os encontros e as conversas pelo WhatsApp ajudaram a entender mais sobre vendas, atendimento e sustentabilidade. "Aprendi a enxergar novas formas de melhorar e seguir com mais confiança", completa.

No Maranhão, Késsia Caroline da Silva Lima, de 26 anos, é dona da Kessia Fest, em Itatuaba, distrito de Icatu. Ela começou a fazer doces há três anos e o biscoito de maisena virou o carro-chefe. Késsia queria organizar melhor a gestão e planejar o crescimento. Segundo ela, o projeto trouxe conhecimentos práticos e mostrou a importância de usar os recursos da região de forma sustentável.

Em Recife (PE), Pedro Henrique Leite da Silva, de 30 anos, criou a PL DOCEIRO em 2020, no meio da pandemia. Ele é especializado em brigadeiros gourmet, bolos e doces para eventos. Pedro foi vice-campeão do Super Confeiteiro 2024 e ganhou o prêmio regional Assaí 2025. Ele conta que o projeto ajudou a enxergar que empreender vai além de produzir: "É preciso ter clareza sobre o propósito, o público e a identidade da marca".

Projeto já impactou mais de 1.800 pessoas

O Projeto Negócio Raiz está no terceiro ciclo e já beneficiou mais de 1.800 pessoas. Só em 2025, foram nove turmas online pelo WhatsApp, com 828 participantes, e nove turmas presenciais no Pará e na Bahia, com mais 250 microempreendedores. No fim do segundo ciclo, oito jovens ganharam capital semente de R$ 3 mil e participaram de uma imersão em Brasília.

Agora, um novo grupo de cerca de 200 pessoas começa a etapa de aceleração online. "O projeto foi criado para mostrar que o potencial empreendedor existe em todos os lugares, quando as pessoas têm acesso a conhecimento e oportunidades", diz Sidnei Pereira, da Aliança Empreendedora. Ele afirma que o objetivo é fortalecer pequenos negócios, gerar renda e valorizar a cultura de cada região.