A Argentina de Javier Milei foi o país que mais melhorou no Índice de Liberdade Econômica de 2026, subindo 3,2 pontos. O Brasil, por outro lado, caiu 2,7 pontos e ficou em 134º lugar, sendo classificado como 'majoritariamente não livre'. O ranking mostra que países com mais liberdade econômica têm menos pobreza e renda mais alta.
A Heritage Foundation publica todos os anos o Índice de Liberdade Econômica, que avalia 176 países com base em doze critérios diferentes.
Os países mais livres economicamente em 2026 são Singapura, Suíça, Irlanda, Austrália e Taiwan. Já os menos livres são Venezuela, Cuba e Coreia do Norte. Esse índice também pode ser visto como um ranking do capitalismo, mostrando o quanto cada país adota esse sistema. O mais importante não é a posição atual, mas como cada país mudou ao longo do tempo.
- A Argentina foi o país que mais melhorou no ranking de 2026, subindo 3,2 pontos e chegando a 57,4 pontos, na 106ª posição.
- O Brasil caiu 2,7 pontos e ficou com 52,4 pontos, na 134ª posição, sendo classificado como "majoritariamente não livre".
- Os Estados Unidos subiram para a 22ª posição, mas tiveram queda na liberdade de comércio, que caiu de 75,6 para 67,7 pontos.
- Países com mais liberdade econômica têm renda per capita mais de duas vezes maior que a média dos demais e mais de três vezes maior que os países "reprimidos".
- Em países em desenvolvimento classificados como "moderadamente livres", apenas 3,6% da população vive na pobreza, contra 15,5% nos "majoritariamente não livres" ou "reprimidos".
A Argentina, sob o governo do presidente Javier Milei, teve um aumento de 3,2 pontos, tornando-se o país com melhor desempenho no índice de 2026. O país ocupa a 23ª posição entre 32 países das Américas, e sua pontuação vem melhorando nos últimos três anos.
O relatório destaca: "A vitória nas eleições de meio de mandato de 2025 deu ao presidente reformista Javier Milei mais apoio para continuar transformando a economia da Argentina. A economia ainda enfrenta desafios, mas a agenda de reformas produziu progresso notável. A gestão das finanças públicas melhorou, com reformas fiscais e regulatórias reduzindo o tamanho do Estado. A inflação caiu e a estabilidade monetária foi fortalecida."
O Brasil, por sua vez, teve uma pontuação de 52,4, caindo 2,7 pontos em relação ao ano anterior. O país ocupa a 28ª posição entre 32 países das Américas, e sua pontuação está abaixo das médias global e regional. A economia brasileira é classificada como "majoritariamente não livre".
Os Estados Unidos também melhoraram, subindo para a 22ª posição no índice atual, contra a 26ª do ano anterior. O país avançou em várias áreas, mas teve uma queda significativa na liberdade de comércio, que agora registra apenas 67,7 pontos, contra 75,6 do ano anterior.
O padrão de vida, medido pela renda per capita, é muito mais alto em países economicamente mais livres. Países classificados como "livres", "majoritariamente livres" ou "moderadamente livres" geram rendas mais de duas vezes superiores à média dos demais países e mais de três vezes superiores às rendas das pessoas que vivem em países "reprimidos".
Uma análise detalhada de 104 países em desenvolvimento mostra uma relação clara entre pobreza e liberdade econômica. Nos países classificados como "moderadamente livres", apenas 3,6% da população vive na pobreza. Já nos países "majoritariamente não livres" ou "reprimidos", 15,5% vivem na pobreza. A pobreza é resultado da falta de liberdade econômica.

Rainer Zitelmann, historiador e autor do artigo


