02 de julho de 2026

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Gasolina deve ficar mais barata acompanhando queda do petróleo

Economia Petrobras 02/07/2026 08:20 Agência Brasil noticiasaominuto.com.br

Com o petróleo mais barato no mercado internacional, a Petrobras já reduziu o preço do diesel em R$ 0,35 por litro e do querosene de aviação em 14,5%. Agora, a gasolina também deve ter redução, segundo a presidente da estatal, Magda Chambriard. A guerra no Oriente Médio fez os preços subirem, mas a volta do tráfego no Estreito de Ormuz está normalizando o mercado.

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, disse nesta quarta-feira (1º) que a gasolina deve seguir o mesmo caminho de outros combustíveis, que tiveram o preço reduzido nos últimos dias por causa da queda do valor do petróleo no mercado internacional.

  • A Petrobras reduziu o diesel em R$ 0,35 por litro na terça-feira (30).
  • O querosene de aviação teve uma queda de 14,5% nesta quarta-feira (1º).
  • A guerra no Oriente Médio foi o principal motivo da alta anterior dos preços.
  • O bloqueio do Estreito de Ormuz diminuiu a oferta de petróleo no mundo.
  • O barril de petróleo tipo Brent voltou a ser negociado a cerca de US$ 70, valor parecido com o de antes do conflito.

Na terça-feira (30), a estatal anunciou a redução do óleo diesel em R$ 0,35 por litro. Já nesta quarta-feira (1º), foi a vez de o querosene de aviação (QAV) ter uma redução de 14,5% anunciada pela empresa.

Todos os nossos combustíveis acompanham a tendência dos preços internacionais, disse Magda. No caso da gasolina, é a mesma coisa, completou.

Segundo a Petrobras, as reduções já anunciadas mostram que os efeitos do conflito no Oriente Médio sobre os preços do petróleo e dos derivados estão diminuindo. Esses preços tinham subido com o início do confronto entre Estados Unidos e Israel contra o Irã.

Efeito da guerra

O motivo principal da alta foi o bloqueio do Estreito de Ormuz, ao sul do Irã. Antes da guerra, 20% da produção internacional de óleo e gás passavam pela região. Com menos oferta de petróleo nos mercados, o preço subiu.

Apesar de o Brasil ser produtor de petróleo, o produto e seus derivados têm o preço definido no mercado internacional por serem commodities (matéria-prima negociada em grandes quantidades).

Mesmo que ainda haja relatos de ataques na região de Ormuz, navios petroleiros voltaram a cruzar o estreito.

O preço do barril de petróleo tipo Brent (referência internacional) voltou a ser negociado na casa dos US$ 70, valor parecido com o do período antes do conflito. Nos momentos mais críticos da guerra, chegou a custar mais de US$ 110.

Sem ansiedade

Magda Chambriard disse que a empresa acompanha o cenário de preço global diariamente, mas sem trazer para o Brasil volatilidade e ansiedade.

Vamos acompanhar a tendência, mas não todos os dias, disse ela, que considera que a gasolina custou para subir.

Em 29 de maio de 2026, a Petrobras anunciou um reajuste de R$ 0,48/litro, mas aderiu à subvenção (espécie de reembolso) do governo federal de R$ 0,44/litro. Assim, o aumento efetivo para as distribuidoras foi de R$ 0,04/litro.

A presidente da estatal apontou que a atual política de preços tenta não trazer para o Brasil a volatilidade internacional, diferente do que ocorria em anos anteriores.

Quando fizemos isso no passado, mais ou menos em 2018. Aquela aflição por aumentar o preço da gasolina todos os dias ou baixar o preço da gasolina todos os dias trouxe para a gente um efeito mais que indesejado, fez a Petrobras perder market share [participação de mercado], lembrou.

De acordo com ela, a empresa analisa o cenário com muita calma, muito profissionalismo.

A gente quer atender à sociedade, quer fornecer produtos que caibam no bolso, mas a gente quer garantir o mercado Petrobras.

Retirada de subsídios

A diminuição dos efeitos da guerra fez também com que o governo federal começasse o processo de retirada de subsídios às empresas produtoras e importadoras de combustíveis.

No mesmo dia em que a Petrobras anunciou a queda do diesel, o governo cortou um alívio de R$ 0,35 que valia para o combustível, usado principalmente por caminhões e ônibus.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, adiantou que o governo avalia a retirada do subsídio de R$ 0,44 que vale para a gasolina.

Magda Chambriard, ao ser questionada se a Petrobras poderia reduzir o preço da gasolina antes mesmo de o governo retirar o subsídio aos produtores e importadores, disse considerar a pergunta prematura.